domingo, 30 de outubro de 2016

TDAH

TDHA/TDAH/ADD/ADHD/AD/DH
O que preciso saber? by Ericka Vanessa
Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade


Você sabia que são mais de 300 milhões de pessoas no mundo possuem esse distúrbio.

O TDAH ou mais conhecido como TDHA (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), é um transtorno que geralmente se desenvolve na infância e tende a acompanhar o individuo durante toda a sua vida.
Pode ser conhecido como TDAH – transtorno do déficit de atenção com hiperatividade ou DDA – distúrbio do déficit de atenção. Em inglês poderá ser identificado por ADD, ADHD, ou AD/DH.
Através deste post será falado sobre tal problema que atualmente não é considerada uma doença, sendo assim, continue lendo o post e saiba mais sobre.
O TDAH é um transtorno neurobiológico que atinge varias partes do cérebro, geralmente causa falta de atenção, desinteresse, inquietude, impulsividade.
Estudos científicos apontam que a área mais atingida por esse transtorno é a região frontal e suas ligações com o resto do cérebro.
Existem pesquisas por todo o mundo, onde procuram saber a causa do desenvolvimento de TDHA, as pesquisam apontaram que a hereditariedade é uma das causas que podem fazer com que a criança desenvolva esse transtorno, pode ser passada de pai para filhos ou de mãe.
Outras causas como o que é ingerido durante a gravidez, sofrimento fetal (algumas pesquisas apontam que mulheres que tiveram algum problema na gravidez terá um aumento de chance do bebe desenvolver o TDAH), problemas familiares, e até mesmo a exposição ao chumbo poderá causar no bebe a probabilidade maior de desenvolver esse transtorno.
Bora lá....... aprender....

É um transtorno sério que deve ser diagnosticado e poderá comprometer diversas áreas na vida de um individuo como problemas que irão interferir nos relacionamentos, na profissão, aumenta riscos de acidentes no trânsito e tendência a terem envolvimento com drogas.
Os primeiros sintomas deveriam ser identificados na infância, onde geralmente é feito nas escolas, onde os profissionais da educação identificam a falta de interesse expressiva da criança, falta de atenção nas atividades desenvolvidas nas escolas, inquietude e a impulsividade. Mas nem sempre isso ocorre.
O Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade não tem cura, apenas tratamento. Este tratamento é possível através de ajudas como:

Psicólogos; Psicopedagogos; Psiquiatras; Pedagogos, Neuro entre outros.

Alimentação no caso do TDAH - déficit de atenção com ou sem hiperatividade, pacientes que fazem tratamentos medicamentosos devem ser muito cuidadosos com sua alimentação. A medicação atua sobre sistemas de neurotransmissores - usualmente dopamina e serotonia - e o cérebro precisa dos nutrientes certos para metabolizá-los. 
Para casos de TDAH e para melhorar a distração, os melhores alimentos são as proteínas - carnes em geral, especialmente peru e peixes - e os carboidratos complexos - grãos integrais, aveia, sementes, entre outros. Fuja dos carboidratos simples - os mais prejudiciais são o açúcar e a farinha branca. 
Os carboidratos simples são metabolizados muito rapidamente pelo corpo - são rapidamente transformados em glicose, aumentando abruptamente a concentração de açúcar na corrente sanguínea. Com isto, vem uma sensação de plenitude, de energia e bem estar imediatos. E claro, para o cérebro é muito importante o aporte de glicose, para que ele possa transformar em energia. 


A Lista mostra uma série de estratégias pode podem auxiliar a criança com TDAH :

Mandamentos


1.    Reforçar o que há de melhor na criança.
 
2.    Não estabelecer comparações entre os filhos. Cada criança apresenta um comportamento diante da mesma situação.
 
3.    Procurar conversar sempre com a criança sobre como está se sentindo.
 
4.    Aprender a controlar a própria impaciência.
 
5.    Estabeleça regras e limites dentro de casa, mas tenha atenção para obedecer-lhes também.
 
6.    Não esperar ‘’perfeição’’.
 
7.    Não cobre resultados, cobre empenho.
 
8.    Elogie! Não se esqueça de elogiar! O estímulo nunca é demais. A criança precisa ver que seus esforços em vencer a desatenção, controlar a ansiedade e manter o ‘’motorzinho de 220 volts’’ em baixas rotações está sendo reconhecido.
 
9.    Manter limites claros e consistentes, relembrando-os frequentemente.
 
10. Use português claro e direto, de preferência falando de frente e olhando nos olhos.
 
11. Não exigir mais do que a criança pode dar: deve-se considerar a sua idade.

Estudo
 
1.    Escolher cuidadosamente a escola e a professora para que a criança possa obter sucesso no processo de ensino-aprendizagem.
 
2.    Não sobrecarregar a criança com excesso de atividades extracurriculares.
 
3.    O estudo deve ser do jeito que as crianças ou os adolescentes bem entenderem. Tudo deve ser tentado, mas se o resultado final não corresponder às expectativas, reavalie após algumas semanas e peça novas opções; vá tentando até chegar à situação que mais favoreça o desempenho.
 
4.    Tenha contato próximo com os professores para acompanhar melhor o que está acontecendo na escola.
 
5.    Todas as tarefas têm que ser subdivididas em tarefas menores que possam ser realizadas mais facilmente e em menor tempo.


Regras do dia-a-dia
 
1.    Dar instruções diretas e claras, uma de cada vez, em um nível que a criança possa corresponder.
 
2.    Ensinar a criança a não interromper as suas atividades: tentar finalizar tudo aquilo que começa.
 
3.    Estabelecer uma rotina diária clara e consistente: hora de almoço, de jantar e dever de casa, por exemplo.
 
4.    Priorizar e focalizar o que é mais importante em determinadas situações.
 
5.    Organizar e arrumar o ambiente como um meio de otimizar as chances para sucesso e evitar conflitos.

Casa
 
1.    Manter em casa um sistema de código ou sinal que seja entendido por todos os membros da família.
 
2.    Manter o ambiente doméstico o mais harmônico e o mais organizado quanto possível.
 
3.    Reservar um espaço arejado e bem iluminado para a realização da lição de casa.
 
4.    O quarto não pode ser um local repleto de estímulos diferentes: um monte de brinquedo, pôsteres, etc.


Comportamento
 
1.    Advertir construtivamente o comportamento inadequado, esclarecendo com a criança o que seria mais apropriado e esperado dela naquele momento.
 
2.    Usar um sistema de reforço imediato para todo o bom comportamento da criança.
 
3.    Preparar a criança para qualquer mudança que altere a sua rotina, como festas, mudanças de escola ou de residência, etc.
 
4.    Incentivar a criança a exercer uma atividade física regular.
 
5.    Estimular a independência e a autonomia da criança, considerando a sua idade.
 
6.    Estimular a criança a fazer e a manter amizades.
 
7.    Ensinar para a criança meios de lidar com situações de conflito (pensar, raciocinar, chamar um adulto para intervir, esperar a sua vez).

Pais
 
1.    Ter sempre um tempo disponível para interagir com a criança.
 
2.    Incentivar as brincadeiras com jogos e regras, pois além de ajudar a desenvolver a atenção, permitem que a criança organize-se por meio de regras e limites e, aprenda a participar, ganhando, perdendo ou mesmo empatando.
 
3.    Quem tem TDAH pode descarregar sua “bateria” muito rapidamente. Se este for o caso, recarregue-a com mais frequência. Alguns portadores precisam de um simples cochilo durante o dia, outros de passear com o cachorro, outros de passar o fim de semana fora, outros ainda de ginástica ou futebol. Descubra como a “bateria” do seu filho é melhor recarregada.
 
4.    Evite ficar o tempo todo dentro de casa, principalmente nos fins de semana. Programe atividades diferentes, não fique sempre fazendo a mesma coisa. Leve todos à praia, ao teatro, ao cinema, para andar no parque, enfim, seja criativo.
 
5.    Estabeleça cronogramas, incluindo os períodos para ‘’descanso’’, brincadeiras ou simplesmente horários livres para se fazer o que quiser.
 
6.    Nenhuma atividade que requeira concentração (estudo, deveres de casa) pode ser muito prolongada. Intercale coisas agradáveis com tarefas que demandam atenção prolongada (potencialmente desagradáveis, portanto).
 
7.    Procure sempre perguntar o que ela quer, o que está achando das coisas. Não crie uma relação unidirecional. Obviamente, os pedidos devem ser negociados e atendidos no que for possível.
 
8.    Use mural para afixar lembretes, listas de coisas a fazer, calendário de provas. Também coloque algumas regras que foram combinadas e promessas de prêmio quando for o caso.
 
9.    Estimule e cobre o uso diário de uma agenda. Se ela for eletrônica, melhor ainda. As agendas devem ser consultadas diariamente.

1.    Procure o máximo de informações possível sobre o TDAH: leia livros, faça cursos, entre para organizações como a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (www.tdah.org.br), faça contato com outros pais para dividir experiências bem e mal sucedidas.
 
2.    Tenha certeza do diagnóstico e segurança de que não há outros diagnósticos associados ao TDAH.
 
3.    Tenha certeza de que o tratamento está sendo feito por um profissional que realmente entende do assunto.
 
4.    Lembre-se que seu filho (a) está sempre tentando corresponder às expectativas, mas às vezes não consegue. Deve sempre lembrar-se aos pais que estes devem ser otimistas, pacientes e persistentes com o filho. Não devem desanimar diante dos possíveis obstáculos.