Neuropsicopedagogia by Daniele Galvão

Momento Neuropsicopedagogia

com Daniele Galvão
PSICOPEDAGOGA DANIELE GALVÃO

Formação : :Daniele Galvão Farias 
Sou Bióloga com aperfeiçoamento profissional em Neurociências, Especialista em Distúrbios e Transtornos de Aprendizagem ,Psicopedagoga Clínica e Institucional, Terapeuta Floral e Psicanálise em curso. Atuei 15 anos, na docência do Ensino Fundamental, Médio, EJA e Ensino Técnico na área de saúde e Educação Especial. Atualmente atendo como Psicopedagoga Clínica e como Terapeuta em Florais de Bach no meu consultório particular. Trabalho com Consultoria e Assessoria Educacional, realizo palestras, workshop, oficinas.


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Pergunte á Psicopepdagoga Daniele Galvão! 

Se você tem dúvidas, deseja saber mais sobre algum assunto entre em contato.
e-mail: danielepsicopedagogia@gmail.com

  




A IMPORTÂNCIA DO PSICOPEDAGOGO NO 
TRATAMENTO DE AUTISTAS
Dentre as diversas formas terapêuticas as quais uma criança autista necessita, a intervenção psicopedagógica é extremamente importante para o desenvolvimento intelectual dos “anjos azuis”.
O desconhecimento acerca da atuação do Psicopedagogo por parte dos pais e professores, impede a oportunidade de otimizar a aprendizagem, através do estímulo, descoberta de potencialidades, reabilitação cognitiva, socialização, treino comportamental através do lúdico, o que garante um avanço extraordinário no desenvolvimento do aprendizado e, consequentemente, no rendimento escolar.
O Psicopedagogo, além de investigar, detectar e intervir nas causas que estão levando ao fracasso escolar e os fatores que limitam o aprendizado, atua na orientação dos familiares quanto as suas posturas e também os profissionais envolvidos diretamente com esse aluno autista.
O Psicopedagogo, precisa, além do seu conhecimento teórico - prático, ter a sensibilidade em compreender que uma criança autista aprende, mas também ensina, pois toda a bagagem que ele carrega consigo deve ser considerada. Através desse conhecimento, respeitando suas limitações, é possível aprender e ensinar. Cabe ao Psicopedagogo intermediar o relacionamento entre ensinante e aprendente na construção de um vínculo prazeroso e saudável.
A criança autista tem aversão a ambientes agitados e desorganizados, então, é importante trabalhar o tom de voz. A fala deve ser serena, explícita e pausada. Seus interesses restritos são ferramentas preciosas para o psicopedagogo trazer à sessão a atenção da criança e possibilitar a socialização e o aprendizado.
É de vital importância tratá-lo pelo nome e comunicar de forma simples a atividade proposta e antes de propor, o psicopedagogo deve executá-la.
O jogo é o melhor e mais completo instrumento a ser utilizado, resgatando e preparando para aprendizagem, visto que ele abrange os três estilos de aprendizagem; visual, auditivo e sinestésico, desenvolvendo, assim, a cognição, competências fundamentais para o futuro.
Dessa forma, contribuirão para melhor desempenho do autista e para integração das várias dimensões do seu conhecimento afetivo, motor, cognitivo e social.


AS DIFICULDADES NO COTIDIANO DO PACIENTE COM 

TDAH
Psicopedagoga Daniele Galvão Farias
Sou Bióloga com aperfeiçoamento profissional em Neurociências, Especialista em Distúrbios e Transtornos de Aprendizagem ,Psicopedagoga Clínica e Institucional, Terapeuta Floral e Psicanálise em curso. Atuei 15 anos, na docência do Ensino Fundamental, Médio, EJA e Ensino Técnico na área de saúde e Educação Especial. Atualmente atendo como Psicopedagoga Clínica e como Terapeuta em Florais de Bach no meu consultório particular. Trabalho com Consultoria e Assessoria Educacional, realizo palestras, workshop, oficinas.
Aspectos comportamentais e emocionais que dificultam o cotidiano do paciente com TDAH:
- Problemas de memória: É bastante comum os portadores de TDAH serem taxados de distraídos e aéreos, pois acabam esquecendo datas importantes e nomes de pessoas e locais com facilidade, além perderem objetos pessoais frequentemente e cometerem erros por desatenção à coisas simples. Normalmente esse é o sintoma mais visível e frequente.
- Fuga de responsabilidades: Pacientes adultos com esse tipo de transtorno tendem a adiar ao máximo as responsabilidades que julgam desinteressantes ou desagradáveis, substituindo-as por atividades prazerosas e efêmeras. Entretanto, no fundo eles reconhecem que fugir do problema não é nenhum tipo de solução, pois mesmo distante da tarefa a ser realizada, não conseguem esquecê-la e acabam se torturando mentalmente. É como se sentissem falta de forças para realizar determinada atividade.
- Isolamento social: Diferente do que ocorre com a maioria das crianças, os adultos com TDAH são capazes de perceber que seu comportamento por vezes incomoda outras pessoas. Quando falham as tentativas de se policiar para não cometer os mesmos erros e se tornar alguém mais agradável, a saída que encontra é o isolamento social.
- Dificuldade para concluir tarefas: Normalmente pessoas com TDAH são extremamente criativas e inovadoras, mas o problema é que não conseguem manter o foco e concluir determinada tarefa, pois acabam se distraindo com algum barulho, objeto, acontecimento ou até mesmo ideia e abandonam os afazeres. O resultado, por vezes, é um pilha de projetos brilhantes abandonados.
- Instabilidade emocional: O humor de adultos com esse problema tende ser volúvel, tendendo ao mau humor em episódios restritos. Não é incomum um acontecimento pequeno e praticamente sem importância ser o suficiente para desencadear um acesso de fúria ou melancolia, comprometendo todo o restante do dia. Muitas vezes até mesmo uma música, cheiro ou simples lembrança relacionada a um acontecimento negativo é capaz de desencadear esse tipo de problema.
- Desorganização: A desorganização não é restrita apenas ao campo físico, se relacionando com a arrumação da casa ou da sala de trabalho, mas abrange também o estado psíquico e comportamental desses pacientes, que frequentemente sentem-se incapazes de organizar a própria vida e não sabem administrar bem o tempo.
PSICOMOTRICIDADE
O desenvolvimento motor é o resultado da maturação de certos tecidos nervosos, aumento em tamanho e complexidade do sistema nervoso central, crescimento dos ossos e músculos. São portanto comportamentos não aprendidos que surgem espontaneamente desde que a criança tenha condições adequadas para exercitar-se. Esses comportamentos não se desenvolverão caso haja algum tipo de distúrbio ou doença. Podemos notar que crianças que vivem em creches e que ficam presas em seus berços sem qualquer estimulação não desenvolverão o comportamento de sentar, andar na época adequada que futuramente apresentarão problemas de coordenação e motricidade As principais funções psicomotoras é um bom desenvolvimento da estruturação do esquema corporal que mostre a evolução da apresentação da imagem do corpo e o reconhecimento do próprio corpo, evolução de preensão e da coordenação óculo-manual que nos proporciona a fixação ocular e prensão e olhar e desenvolvimento da função tônico e da postura em pé e reflexos arcaicos da estruturação espaço-temporal (tempo, espaço, distância e retina) Um perfeito desenvolvimento de nosso corpo ocorre não somente mecanicamente, mas sim que são aprendidos e vivenciados junto a família, onde a criança aprende a formar a base da noção de seu 'eu corporal'. Não podemos esquecer de citar a importância dos sentimentos da criança na fase do conhecimento de seu próprio corpo, pois um esquema corporal mal estruturado pode determinar na criança um certo desajeitamento e falta de coordenação, se sentindo insegura e isso poderá desencadear uma série de reações negativas como: agressividade, mal humor, apatia que às vezes parece ser algo tão simples poderá originar sérios problemas de motricidade que serão manifestados através do comportamento.
A Psicomotricidade se preocupa com o desenvolvimento neuromuscular, que mais tarde a inteligência e a motricidade se tornam independentes rompendo sua simbiose, que só reaparecerá nos casos de retardo mental. Esquema corporal é estudado pela Psicomotricidade a onde representa ser a imagem do corpo um intuitivo que a criança tem de seu próprio corpo. Dentro do esquema corporal a psicomotricidade estuda o surgimento de alguns distúrbios como a asquematia que é a perda da percepção topológica do corpo; parasquematia é a confusão de diferentes r desenvolvimento neuromuscular que mais tarde a inteligência e a motricidade se tornam independentes rompendo sua simbiose, que só reaparecerá nos casos de retardo mental. Esquema corporal é estudado pela Psicomotricidade a onde representa ser a imagem do corpo um intuitivo que a criança tem de seu próprio corpo. Dentro do esquema corporal a psicomotricidade estuda o surgimento de alguns distúrbios como a asquematia que é a perda da percepção topológica do corpo; parasquematia é a confusão de diferentes regiões do corpo ou a representação de partes do corpo que não existem. O esquema postural para a psicomotricidade é a imagem tridimensional do nosso corpo e a imagem do corpo humano é a imagem do nosso próprio corpo que formamos em nosso espírito, que por outras palavras é o modo como o nosso corpo se apresenta a nós mesmos. A psicomotricidade interessa-se pelo movimento que certo comportamento tônico subentende, quanto pela relação, a diminuição do tono trará a descontração muscular. As manifestações emocionais que implicam a problemática da emoção pertencem a uma ordem de preocupações muito antiga da Psicologia Clássica. Toda e qualquer emoção tem sua origem no domínio postural "exemplo": como para uma criança de 6 anos receber um grito de um adulto, fará com que ocorra um aumento da tensão, por conseguinte desencadeará reações emocionais que são traduzidas como mal-estar ou com sentir-se meio mole, sem coordenação nas pernas. A comunicação é uma função essencial na reeducação psicomotora, uma vez que a psicomotricidade leva em conta o aspecto comunicativo do ser humano, do corpo, da gestualidade ela resiste a ser uma educação mecânica do corpo. Assim graças a língua, o homem vive num mundo de significações, os gestos querem dizer alguma coisa, o corpo tem um sentido que ele pode sempre interpretar e traduzir. Existem os comportamentos inatos que a criança manifesta, pois variadas formas desde o seu nascimento por exemplo, o grito pode ser interpretado como dor que pode também não ser de sofrimento. Exemplo bocejo, espirro, salivação que são manifestações primitivas, também de emoções que devem ser orientadas e educadas no sentido de controle das próprias modalidades do meio-familiar e social da criança. Comportamentos aprendidos são comportamentos que aprendemos no decurso das aprendizagens básicas como higiene pessoal, alimentação, essa aquisição formará toda a nossa personalidade. O corpo dá a ler, coloca em cena tanto a personalidade como o meio que ela foi educada.
Perturbação da Comunicação na reeducação Psicomotora que é caracterizada pelos distúrbios vocais, defeitos de pronúncia e a troca de S por CH, etc.; gestos: cacoetes. O corpo traduz as nossas palavras para traduzir os nossos desejos. O desenvolvimento (psicomotor) da criança é de fundamental importância para a psicomotricidade. É preciso que a criança possa integrar cada um de seus progressos antes de adquirir um novo. A lateralidade é um problema também estudado pela psicomotricidade, é um elemento importante da adaptação psicomotora. Segundo Jean Claude: o hemisfério esquerdo é quem governa o braço direito de um destro, e não é habitual que possa mudar essa constituição cerebral. Importante sabermos que se o indivíduo amputar o braço direito, se for destro, continuará falando e escrevendo com o cérebro esquerdo. A destralidade verdadeira é a dominância cerebral que está a esquerda, sendo que todas as matrizes são determinadas a direita (o hemisfério esquerdo comandará o hemicorpo direito que leva o indivíduo a uma utilização preferencial desse hemicorpo na realização prática. A falsa sinistralidade. Trata-se de um acidente sendo o sinitrismo (também chamado de mananismo conseqüente de uma paralisia, de uma amputação, que tornou impossível a utilização do braço direito, para o indivíduo destro foi originalmente impedido de ser, para Jean Claude indivíduo canhoto - principais comandos hemisfério direito. Dominância lateral ocorre a partes do momento em que os movimentos se combinam e se organizam numa intenção motora é que se impõe e justifica a presença de um lado predominante que irá ajustar a motricidade. Reconhecimento direita-esquerda decorre da assimetria direita esquerda e constitui uma primeira etapa na orientação espacial é precedida pela distinção frente-atrás (conscientização do eixo corporal - 6 anos). Evolução da lateralidade: a partir dos 7 anos a criança será capaz de projetar em outra pessoa a partir de seu próprio corpo a direita e a esquerda já não dependem somente uma da outra, mas sim do ponto de vista da pessoa que as considera. A lateralização participa em todos os níveis de desenvolvimento da criança. O objetivo da reeducação Psicomotora - Ë uma técnica que constitui em torno de técnicas que têm por objetivo eliminar no indivíduo mecanismos e hábitos, cuja aquisição deu lugar à perturbações que o conduziram a reeducação. Devemos salientar a diferença entre os termos: Psicocinética - reservamos aquelas atividades que utilizam o corpo humano como sua principal fonte de material. E seu objetivo prioritário é o desenvolvimento e o aprimoramento de mediadores, ou seja, elementos básicos que significamente influem na vida intelectual da criança e que se encontram subjacente ao aprendizado da leitura e da escrita. Psicomotricidade tem como objetivo desenvolver o aspecto comunicativo do corpo, o que equivale a dar ao indivíduo a possibilidade de dominar seu corpo aperfeiçoando o seu equilíbrio.
Para fins didáticos subdividiremos a psicomotricidade em áreas que, embora citadas isoladamente, agirão quase sempre vinculadas umas às outras; entenderemos por "Prática Psicomotora" todas as atividades que visam estimular as várias áreas que mencionaremos a seguir:
A linguagem é função de expressão e comunicação do pensamento e função de socialização. Permite ao indivíduo trocar experiências e atuar - verbal e gestualmente - no mundo. Por ser a linguagem verbal intimamente dependente da articulação e da respiração, incluem-se nesta área os exercícios fono articulatórios e respiratórios.
Percepção é a capacidade de reconhecer e compreender estímulos recebidos. A percepção está ligada à atenção, à consciência e a memória. Os estímulos que chegam até nós provocam uma sensação que possibilita a percepção e a discriminação. Primeiramente sentimos, através dos sentidos: tato, visão, audição, olfato e degustação. Em seguida, percebemos, realizamos uma mediação entre o sentir e o pensar. E, por fim, discriminamos - reconhecemos as diferenças e semelhanças entre estímulos e percepções. A discriminação é que nos permite saber, por exemplo, o que é verde e o que é azul, e a diferença entre o 1 e o 7. As atividades propostas para esta área devem auxiliar o desenvolvimento da percepção e da discriminação.
A coordenação motora é mais ou menos instintiva e ligada ao desenvolvimento físico. Entendida como a união harmoniosa de movimentos, a coordenação supõe integridade e maturação do sistema nervoso. Subdividiremos a coordenação motora em coordenação dinâmica global ou geral, visomanual ou fina e visual. A coordenação dinâmica global envolve movimentos amplos com todo o corpo (cabeça, ombros, braços, pernas, pés, tornozelos, quadris etc.) e desse modo 'coloca grupos musculares diferentes em ação simultânea, com vistas à execução de movimentos voluntários mais ou menos complexos". A coordenação visomanual engloba movimentos dos pequenos músculos em harmonia, na execução de atividades utilizando dedos, mãos e pulsos. A coordenação visual refere-se a movimentos específicos com os olhos nas mais variadas direções. As atividades psicomotoras propostas para a área de coordenação estão subdivididas nessas três áreas.
A orientação ou estruturação espacial/temporal é importante no processo de adaptação do indivíduo ao ambiente, já que todo corpo, animado ou inanimado, ocupa necessariamente um espaço em um dado momento. A orientação espacial e temporal corresponde à organização intelectual do meio e está ligada à consciência, à memória a às experiências vivenciadas pelo indivíduo.
A criança percebe seu próprio corpo por meio de todos os sentidos. Seu corpo ocupa um espaço no ambiente em função do tempo, capta imagens, recebe sons, sente cheiros e sabores, dor e calor, movimenta-se. A entidade corpo é centro, o referencial. A noção do corpo está no centro do sentimento de mais ou menos disponibilidade e adaptação que temos de nosso corpo e está no centro da relação entre o vivido e o universo. É nosso espelho afetivo-somático ante uma imagem de nós mesmos, do outro e dos objetos. O esquema corporal, da maneira como se constrói e se elabora no decorrer da evolução da criança, não tem nada a ver com uma tomada de consciência sucessiva de elementos distintos, os quais, como num quebra-cabeça, iriam pouco a pouco encaixar-se uns aos outros para compor um corpo completo a partir de um corpo desmembrado. O esquema corporal revela-se gradativamente à criança da mesma forma que uma fotografia revelada na câmara escura mostra-se pouco a pouco para o observador, tomando contorno, forma e coloração cada vez mais nítidos. A elaboração e o estabelecimento deste esquema parecem ocorrer relativamente cedo, uma vez que a evolução está praticamente terminada por volta dos quatro ou cinco anos. Isto é, ao lado da construção de um corpo 'objetivo', estruturado e representado como um objeto físico, cujos limites podem ser traçados a qualquer momento, existe uma experiência precoce, global e inconsciente do esquema corporal, que vai pesar muito no desenvolvimento ulterior da imagem e da representação de si. O conceito corporal, que é o conhecimento intelectual sobre partes e funções; e o esquema corporal, que em nossa mente regula a posição dos músculos e partes do corpo. O esquema corporal é inconsciente e se modifica com o tempo. Quando tratamos de conhecimento corporal, inserimos a lateralidade, já que é a bússola de nosso corpo e assim possibilita nossa situação no ambiente. A lateralidade diz respeito à percepção dos lados direito e esquerdo e da atividade desigual de cada um desses lados visto que sua distinção será manifestada ao longo do desenvolvimento da experiência. Perceber que o corpo possui dois lados e que um é mais utilizado do que o outro é o início da discriminação entre a esquerda e direita. De início, a criança não distingue os dois lados do corpo; num segundo momento, ela compreende que os dois braços encontram-se um em cada lado de seu corpo, embora ignore que sejam "direito" e "esquerdo". Aos cinco anos, aprende a diferenciar uma mão da outra e um pé do outro. Em seguida, passa a distinguir um olho do outro. Aos seis anos, a criança tem noção de suas extremidades direita e esquerda e noção dos órgãos pares, apontando sua localização em cada lado de seu corpo (ouvidos, sobrancelhas, mamilos, etc.). Aos sete anos, sabe com precisão quais são as partes direita e esquerda de seu corpo. As atividades psicomotoras auxiliam a criança a adquirir boa noção de espaço e lateralidade e boa orientação com relação a seu corpo, aos objetos, às pessoas e aos sinais gráficos. Alguns estudiosos preferem tratar a questão da lateralidade como parte da orientação espacial e não como parte do conhecimento corporal.
A matemática pode ser considerada uma linguagem cuja função é expressar relações de quantidade, espaço, tamanho, ordem, distância, etc. A medida em que brinca com formas, quebra-cabeças, caixas ou panelas, a criança adquire uma visão dos conceitos pré simbólicos de tamanho, número e forma. Ela enfia contas no barbante ou coloca figuras em quadros e aprende sobre sequência e ordem; aprende frases: acabou, não mais, muito, o que amplia suas ideias de quantidade. A criança progride na medida do conhecimento lógico-matemático, pela coordenação das relações que anteriormente estabeleceu entre os objetos. Para que se construa o conhecimento físico (referente a cor, peso, etc.), a criança necessita ter um sistema de referência lógico-matemático que lhe possibilite relacionar novas observações com o conhecimento já existente; por exemplo: para perceber que um peixe é vermelho, ela necessita um esquema classificatório para distinguir o vermelho de todas as outras cores e outro esquema classificatório para distinguir o peixe de todos os demais objetos que conhece.
As habilidades psicomotoras são essenciais ao bom desempenho no processo de alfabetização. A aprendizagem da leitura e da escrita exige habilidades tais como: • dominância manual já estabelecida (área de lateralidade);
• conhecimento numérico suficiente para saber, por exemplo, quantas voltas existem nas letras m e n, ou quantas sílabas formam uma palavra (área de habilidades conceituais); • movimentação dos olhos da esquerda para a direita, domínio de movimentos delicados adequados à escrita, acompanhamento das linhas de uma página com os olhos ou os dedos, preensão adequada para segurar lápis e papel e para folhear (área de coordenação visual e manual); • discriminação de sons (área de percepção auditiva);
• adequação da escrita às dimensões do papel, reconhecimento das diferenças dos pares b/d, q/d, p/q etc., orientação da leitura e da escrita da esquerda para a direita, manutenção da proporção de altura e largura das letras, manutenção de espaço entre as palavras e escrita orientada pelas pautas (áreas de percepção visual, orientação espacial, lateralidade, habilidades conceituais); • pronúncia adequada de vogais, consoantes, sílabas, palavras (área de comunicação e expressão); • noção de linearidade da disposição sucessiva de letras, sílabas e palavras (área de orientação têmporo-espacial); • capacidade de decompor palavras em sílabas e letras (análise);

ERROS COGNITIVOS MAIS COMUNS DO PACIENTE 

TDAH

Alguns dos erros cognitivos mais comuns do paciente com TDAH:
Matéria :Daniele Galvão Farias Bióloga, Psicopedagoga Clínica e Institucional Esp. em Distúrbios e Transtornos de Aprendizagem em Neurociências
- Pensamento tudo ou nada: Você vê as coisas em categorias "preto ou branco", por exemplo, todas as etapas de uma tarefa tem de ser finalizadas imediatamente, caso contrário, se seu desempenho fica aquém do esperado, você se considera um fracasso total.
- Supergeneralização: Você considera um evento isolado como parte de um padrão abrangente interminável.
- Filtro Mental: Você aponta um evento negativo isolado e fica remoendo, não prestando a atenção a outros aspectos positivos da situação.
- Desqualificar o positivo: Você rejeita as experiências positivas, insistindo que elas "não contam" por uma ou outra razão. Assim, consegue manter uma visão negativa que é contraditória com suas experiências cotidianas.
- Tirar conclusões precipitadas: Você faz uma interpretação negativa, mesmo sem fatos que sustentem de forma convincente sua conclusão.
- "Ler o pensamento": Você conclui, arbitrariamente, que alguém está reagindo negativamente a você, e não se dá ao trabalho de conferir se essa crença é verdadeira.
- " Ler a sorte": Você preve que as coisas vão sair mal e acredita que sua visão é um fato pré-determinado.
- Exagerar/Minimizar: Você exagera a importância das coisas ( como um erro seu ou a conquista de outra pessoa) ou as reduz indevidamente, até que pareçam minúsculas ( suas qualidades ou imperfeições dos outros)
- Catastrofizar: Você atribui consequências extremas e horríveis aos resultados dos eventos. Um erro no trabalho é o mesmo que ser demitido do emprego.
- Raciocínio emocional: Você parte do princípio de que suas emoções negativas necessariamente refletem a forma como as coisas realmente são: " É assim que eu sinto, então, deve ser assim".
- Declarações do tipo "devo": Você tenta se motivar com "devo" ou "não devo" como se precisasse ser punido antes de conseguir fazer qualquer coisa.
- Rotular: Esta é uma forma extrema de ultrageneralização. Em lugar de descrever um erro, você atribui um rótulo negativo amplo a si e a outras pessoas.
- Personalização: Você vê eventos negativos como sendo indicativos de alguma característica negativa de si mesmo ou de outras pessoas, ou assume responsabilidades por eventos que não causou.
- Pensamento desadaptativo: Você se concentra em um pensamento que pode ser verdadeiro, mas sobre o qual não tem controle. Concentrar-se excessivamente em um pensamento pode ser uma forma de autocrítica e pode distraí-lo de uma tarefa importante ou de exercitar novos comportamentos.
Fonte: " Dominando o TDAH Adulto: Programa de treinamento cognitivo-comportamental. Guia do Terapeuta. Steven A. Safren e colaboradores.                                           

TDAH X SÍNDROME DE ASPERGER ( AUTISMO): AS 
RELAÇÕES E DIFERENCIAÇÕES PARA UM 
DIAGNÓSTICO PRECISO

Matéria : Daniele Galvão Farias Bióloga, Psicopedagoga Clínica e Institucional Esp. em Distúrbios e Transtornos de Aprendizagem em Neurociências
Muitas pessoas já perceberam as semelhanças existentes entre o Asperger e o TDAH. São condições médicas diferentes, porém reúnem uma sintomatologia muito parecida. Essas relações podem atrapalhar um diagnóstico preciso, principalmente se levarmos em consideração que Aspergers podem apresentar comorbidades como o Déficit de Atenção e hiperatividade (TDAH). Portanto, é preciso saber diferenciar muito bem essas duas condições.
Tanto no TDAH e na SA existem sintomas relacionados a atenção. Então vamos olhar mais atentamente para essas diferenças.
Um estudo genético canadense aponta a descoberta de novos genes relacionados ao TDAH ligados ao Espectro Autista, SA e Autismo e suas condições neuropsiquiátricas. A grande questão a ser revelada é: " TDAH é um resultado/ sintoma de Asperger, ou os dois tendem a coincidir com o outro?
Enquanto mais estudos não aparecem esclarecendo sobre essa relação, segue as tendências a serem compartilhadas entre os TDAH e Aspergers:
.• problemas de atenção
• atividade Irracionalmente energético
• problemas de aprendizagem
• Muitas vezes parece não estar ouvindo alguém durante uma conversa
• Problemas seguir direções
• Diz coisas inapropriadas e tem problemas para descobrir a resposta apropriada para algumas situações
• Falar com alguém ou falar sem parar
• birras
• Quando mais jovem, dificuldade em aceitar calmante ou segurando
Ambas as crianças Asperger e crianças com TDAH têm sérios problemas de integração sensorial, pode ser descoordenada e impulsiva, e ambos muito respondem positivamente a estrutura e rotina. Sempre que há um déficit nas funções executivas, que se manifesta na falta de atenção, distração e impulsividade – três áreas reconhecidas em ambos os Aspergers e lista de verificação de TDAH de comportamentos.
Aqui estão algumas das diferenças entre o TDAH e de Asperger:
1. Aspergers incide mais sobre problemas de atenção relacionadas com a necessidade de rotinas rigorosas, dificuldades de linguagem, rituais obsessivos, e Os comportamentos de auto-estimulação. Por outro lado, o TDAH se concentra mais nos problemas relacionados com a atenção impulsividade e hiperatividade.
2. Uma criança com Asperger tem a capacidade de se concentrar em uma atividade de interesse. A criança com TDAH não.
3. Uma criança de Asperger tende a se concentrar em apenas uma atividade com um nível de intensidade que exclui tudo o resto em seu ambiente (por exemplo, ele pode girar um objeto por horas e recusar-se a exercer qualquer outra atividade). Por outro lado, uma criança TDAH tende a ser interessado em múltiplas atividades, mas é facilmente distraído pelo ambiente e pula de uma atividade a outra.
4. Uma criança com Asperger pode ficar com raiva se sua rotina ou atividade favorita é interrompida, mas ele não costuma mostrar uma grande variedade de emoções em público. A criança com TDAH pode ser propenso a expressar emoções direta e claramente.
5. Uma criança de Asperger pode ficar com uma atividade por longos períodos de tempo. A criança com TDAH pode não ser capaz de se concentrar em qualquer atividade ou assunto para mais do que alguns minutos.
6. Crianças com Asperger e crianças com TDAH geralmente querem ter amigos. Ambos os têm pouca habilidade de “rito de entrada” e ambos se desempenham mal. No entanto, ambos costumam falhar socialmente por razões diferentes. Com Aspergers, o comportamento é tão incomum e idiossincrático que a criança é vista como um “nerd” ou “esquisito”. Com TDAH, o comportamento é tão alto e caótico que a criança é visto como irritante ou perturbador.
7. Crianças com Asperger gostam regras, mas quebrar as que não entendem. As crianças com TDAH frequentemente quebram as regras que eles entendem, mas por desafiar e não gostar.
8. Crianças com Asperger são muitas vezes de oposição a serviço de evitar algo que os torna ansiosos. As crianças com TDAH são frequentemente de oposição no serviço de busca de atenção.
9. Crianças com Asperger anseiam ordem, e tem acham ruim a discrepância, e explodem (ou se retiram) em face da violação de expectativas. Assim, eles são muito frágeis. Crianças com Asperger são muito mais tiranizada pelos detalhes – eles acumulam-los, mas não pode priorizá-los. As crianças com TDAH também têm habilidades organizacionais pobres, mas pode ser muito mais fluido no seu pensamento, mais inferencial em sua compreensão, e menos rígida em seu tratamento dos fatos que eles são capazes de se organizar.
10. Uma criança de Asperger pode conversar ou brincar tranquilamente. Já é muito difícil encontrar uma criança TDAH conversando ou brincando calmamente .
11. Uma criança Asperger tem dificuldade em esperar pela sua vez em jogos ou atividades devido a uma falta de inteligência social. Já a criança TDAH tem dificuldade em esperar a sua vez, devido à impulsividade.
12. Ambos os grupos parecem não escutar quando lhe dirigem a palavra, mas por razões diferentes.Parece que a criança Asperger não está prestando atenção, porque ele evita o contato visual direto. Já uma criança TDAH não está escutando, porque está focado em outras coisas no momento.
As principais diferenças entre Asperger e tratar o TDAH é a capacidade de atenção focada, bem como se tem ou não comportamentos obsessivos e problemas sensoriais presentes.


A IMPORTÂNCIA DO PSICOPEDAGOGO NO TRATAMENTO DE AUTISTAS


Dentre as diversas formas terapêuticas as quais uma criança autista necessita, a intervenção psicopedagógica é extremamente importante para o desenvolvimento intelectual dos “anjos azuis”.
O desconhecimento acerca da atuação do Psicopedagogo por parte dos pais e professores, impede a oportunidade de otimizar a aprendizagem, através do estímulo, descoberta de potencialidades, reabilitação cognitiva, socialização, treino comportamental através do lúdico, o que garante um avanço extraordinário no desenvolvimento do aprendizado e, consequentemente, no rendimento escolar.
O Psicopedagogo, além de investigar, detectar e intervir nas causas que estão levando ao fracasso escolar e os fatores que limitam o aprendizado, atua na orientação dos familiares quanto as suas posturas e também os profissionais envolvidos diretamente com esse aluno autista.
O Psicopedagogo, precisa, além do seu conhecimento teórico - prático, ter a sensibilidade em compreender que uma criança autista aprende, mas também ensina, pois toda a bagagem que ele carrega consigo deve ser considerada. Através desse conhecimento, respeitando suas limitações, é possível aprender e ensinar. Cabe ao Psicopedagogo intermediar o relacionamento entre ensinante e aprendente na construção de um vínculo prazeroso e saudável.
A criança autista tem aversão a ambientes agitados e desorganizados, então, é importante trabalhar o tom de voz. A fala deve ser serena, explícita e pausada. Seus interesses restritos são ferramentas preciosas para o psicopedagogo trazer à sessão a atenção da criança e possibilitar a socialização e o aprendizado.
É de vital importância tratá-lo pelo nome e comunicar de forma simples a atividade proposta e antes de propor, o psicopedagogo deve executá-la.
O jogo é o melhor e mais completo instrumento a ser utilizado, resgatando e preparando para aprendizagem, visto que ele abrange os três estilos de aprendizagem; visual, auditivo e sinestésico, desenvolvendo, assim, a cognição, competências fundamentais para o futuro.
Dessa forma, contribuirão para melhor desempenho do autista e para integração das várias dimensões do seu conhecimento afetivo, motor, cognitivo e social.
  



O passo inicial para nosso entendimento acerca da ludicidade refere-se a compreensão etimológica da palavra. Ludicidade, provém do termo lúdico que, do latim “ ludus”, significa jogo.
É preciso conscientizar que a sala de aula é um ambiente que precisa proporcionar a construção do aprendizado. Quando falamos em aprender, nada é acabado ou estagnado, tudo está em constante transformação e adaptação. A educação, em seu sentido mais amplo, também está em progressiva renovação, buscando novos caminhos e alternativas à práticas pedagógicas que viabilizem um aprendizado mais prazeroso, pleno de significações, que instigue o educando a construir seu próprio conhecimento, desenvolver capacidades, tornando-se crítico sobre a realidade a qual está inserido. A prática lúdica é uma opção que visa o desenvolvimento pessoal, sendo portanto, capaz de colaborar na formação de adultos construtivos e independentes.
A prática da ludicidade na sala de aula, provoca o aluno em todas as suas habilidades, é uma alternativa que traz grandes benefícios ao desenvolvimento humano em formação. O lúdico proporciona uma nova maneira de aprender e de se desenvolver. Quando se fala em brincar não é simplesmente brincar, existem regras, objetivos educacionais, situações que podem ser exploradas. Os jogos em sala de aula ou em outro ambiente escolar, bem conduzidos provocam o interesse pela disciplina e pelo conteúdo. Num simples jogo, o aluno terá que que estudar a melhor estratégia de jogar e vencer, usando raciocínio, a lógica, a forma de relacionamento entre os participantes, estimulando o espírito de competitividade sem deixar de lado o espírito de cooperação, afinal, as atividades não são apenas competitivas.

Sendo assim, a ludicidade representa um caminho para envolver os alunos a um aprendizado de conceitos construídos importantes à leitura do mundo que podem e devem exercer.





Levando em consideração que o sujeito alvo do trabalho psicopedagógico é um ser biológico e que ele é composto de contextos afetivos, orgânicos e sociais, podemos afirmar que todo o seu desenvolvimento físico e mental depende, ao longo de toda a sua vida, da influência dos agentes externos de natureza física e social. Esses agentes atuam sobre o seu organismo e sobre seu estado de espírito, estimulando suas capacidades e aptidões.
O desenvolvimento geral do indivíduo depende das suas potencialidades genéticas e das habilidades aprendidas ao longo da vida. A aprendizagem está diretamente relacionada com o desenvolvimento cognitivo.
A cada estágio da vida o indivíduo aprende algo, levando em consideração o seu processo de maturação biológica e permite ao sujeito compreender o meio que está inserido, promove maior relação e interação com aquilo que o cerca, seja a si próprio e garante um ajuste ao ambiente físico e social.
O desenvolvimento cognitivo envolve algumas questões importantes como receptações de informações, organização e interação do material aprendido na estrutura cognitiva para que seja processado garantindo o aprendizado.
Nesse contexto, a inteligência desempenha uma função adaptativa, pois através dela que o indivíduo coleta informações do meio e as reorganiza de forma compreender melhor a realidade em que vive, gerando uma ação e uma transformação. Quando Piaget usa a palavra adaptação refere-se ao conceito da palavra usado pelas Ciências Biológicas, ou seja, uma modificação ocorre no ser em decorrência da sua interação com o meio.
A Psicopedagogia desenvolve um trabalho de prevenção, diagnose e intervenção dos fatores que interferem no desenvolvimento do sujeito e que acarretam às dificuldades de aprendizagem. Ela busca criar competências e habilidades para solucionar esses problemas.
O grande desafio da Psicopedagogia está em sanar essas dificuldades levando em conta não só a relação entre o sujeito e o objeto do conhecimento, mas os fatores que interferem essa interação (familia, escola, fatores cognitivos). O psicopedagogo lida com diversas pessoas envolvidas, investiga os erros que acometem a construção do conhecimento, revisa processos, propõe novos métodos de ensino, além de reconstruir uma proposta de aprendizado mais afetiva, seja na orientação de familiares e professores.
Sendo assim, é possível concluir que o desenvolvimento humano, em todas as suas fases e seus estágios de maturação revelam, à luz da Psicopedagogia, uma avaliação segura do mecanismo de aprendizagem, atendendo com eficácia as necessidades educacionais dos que atravessam dificuldades durante o processo da construção do conhecimento.


O CÉREBRO E APRENDIZAGEM



Embora o Sistema Nervoso apresente diversos tipos de divisões, sejam as morfológicas ou funcionais, todas as estruturas e componentes neurológicos trabalham de forma harmônica, pois a integração garante a manutenção e a estabilidade das suas funções, tendo em vista que um   dos critérios de divisão funcional do SN é justamente a relacional, ou seja, o organismo se relaciona com o meio ambiente. Se resgatarmos a origem do SN, os primeiros neurônios surgiram na superfície externa dos organismos, assim como tomando como referência os três folhetos embrionários, é o ectoderma que está em contato com o meio e na embriogênese é do espessamento desse folheto que nasce o indício da formação do SN por volta da terceira semana de gestação.
Graças a incrível capacidade de plasticidade cerebral, o cérebro pode sofrer diversos tipos de alterações e adaptações a cada vez que ele é estimulado, modificando –se anatomicamente. O cérebro armazena fatos de forma separada, mas a aprendizagem acontece quando, através das sinapses, ele realiza associações em decorrência de novos estímulos e o papel não só dos psicopedagogos, mas dos educadores em geral é saber proporcionar estímulos adequados a cada fase do desenvolvimento do sujeito tendo como objetivo a construção do aprendizado.
É bem verdade que a aprendizagem está diretamente ligada aos processos emotivos e que a memorização é deveras importante para que o aprendizado se concretize. É possível constatar essa afirmação quando paramos para pensar em situações já vivenciadas por nós, como uma festa de aniversário surpresa, a perda de um ente querido, aquela nota dez em matemática. Todas tiveram o fator emocional como a alavanca pra que essa experiência ficasse “tatuada” no cérebro. Isso acontece porque ocorre ativação do sistema límbico através de neurotransmissores que aceleram os circuitos cerebrais, facilitam o armazenamento das  informações , bem como o resgate das que estão guardadas. Embora nem todo aprendizado seja facilitado pela emoção, há uma outra forma de memorizar estímulos não muito agradáveis e tediosos, através da repetição.
Sendo assim, a aprendizagem para ser significativa e atender as exigências neurológicas que garantem uma boa memorização, deve contar com um plano de aula diferenciado que estimule o aluno a interação constante com o objeto do conhecimento, além da habilidade do educador em discernir o canal de aprendizado que gera maior facilidade de compreensão em cada um de seus alunos, levando em consideração as diferenças biológicas, sociais e psicológicas e o tempo de maturação neurológica individual.