Pós Graduação Psicopedagogia Institucional e Clínica EAD
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domingo, 11 de dezembro de 2016
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Professor Takinha
I Evento Abadá Capoeira no Congo em Kinshasa no Congo
Galerinha do blog queridos Psicopedagogos e queridas psicopedagogas entrei em contato com Sr. Taka Fagundes Takinha em 28 de Maio para que eu pudesse saber mais e aprender sobre seu trabalho de Capoeira com as Crianças com Necessidades Especiais e devido a inúmeros compromissos e viagens internacionais, hoje ele entrou em contato comigo e se prontificou de finalizarmos nossa tão esperada entrevista. Assim desta forma por intermédio do mesmo recebi esta foto com a Princesa de Mônaco Caroline no Evento no Congo I Evento Abadá Capoeira no Congo em Kinshasa, Quinxassa ou Quinxasa é a capital e a maior cidade da República Democrática do Congo.
Takinha foi convidado pela Nações Unidas e UNICEF. Orgulho para nosso país. Aguardem.....
Este Evento foi organizado e é coordenado pelo Professor Pelezinho que reside em Luxemburgo.
Princesa de Mônaco Caroline com professor Takinha no Congo
domingo, 30 de outubro de 2016
TDAH
TDHA/TDAH/ADD/ADHD/AD/DH
O que preciso saber? by Ericka
Vanessa
Transtorno do Déficit de Atenção com
Hiperatividade
Você sabia que são mais de 300 milhões de pessoas no mundo possuem esse distúrbio.
O TDAH ou mais conhecido
como TDHA (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), é um transtorno que geralmente
se desenvolve na infância e tende a acompanhar o individuo durante toda a sua vida.
Pode ser conhecido como TDAH – transtorno do déficit de atenção com
hiperatividade ou DDA – distúrbio do déficit de atenção. Em inglês poderá ser
identificado por ADD, ADHD, ou AD/DH.
Através deste post será falado sobre tal problema que atualmente não é
considerada uma doença, sendo assim, continue lendo o post e saiba mais sobre.
O TDAH é um transtorno neurobiológico que atinge
varias partes do cérebro, geralmente causa falta de atenção, desinteresse,
inquietude, impulsividade.
Estudos
científicos apontam que a área mais atingida por esse transtorno é a região
frontal e suas ligações com o resto do cérebro.
Existem
pesquisas por todo o mundo, onde procuram saber a causa do desenvolvimento de
TDHA, as pesquisam apontaram que a hereditariedade é uma das causas que
podem fazer com que a criança desenvolva esse transtorno, pode ser passada de
pai para filhos ou de mãe.
Outras causas
como o que é ingerido durante a gravidez, sofrimento fetal (algumas pesquisas
apontam que mulheres que tiveram algum problema na gravidez terá um aumento de
chance do bebe desenvolver o TDAH), problemas familiares, e até mesmo a
exposição ao chumbo poderá causar no bebe a probabilidade maior de desenvolver
esse transtorno.
Bora lá....... aprender....
É um
transtorno sério que deve ser diagnosticado e poderá comprometer diversas áreas
na vida de um individuo como problemas que irão interferir nos relacionamentos,
na profissão, aumenta riscos de acidentes no trânsito e tendência a terem
envolvimento com drogas.
Os primeiros sintomas deveriam ser identificados na
infância, onde geralmente é feito nas escolas, onde os profissionais da
educação identificam a falta de interesse expressiva da criança, falta de
atenção nas atividades desenvolvidas nas escolas, inquietude e a impulsividade.
Mas nem sempre isso ocorre.
O
Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade não tem cura, apenas
tratamento. Este tratamento é possível através de ajudas como:
Psicólogos; Psicopedagogos; Psiquiatras; Pedagogos, Neuro entre outros.
Alimentação
no caso do TDAH - déficit de atenção com ou sem hiperatividade, pacientes que
fazem tratamentos medicamentosos devem ser muito cuidadosos com sua
alimentação. A medicação atua sobre sistemas de neurotransmissores - usualmente
dopamina e serotonia - e o cérebro precisa dos nutrientes certos para
metabolizá-los.
Para
casos de TDAH e para melhorar a distração, os melhores alimentos são as
proteínas - carnes em geral, especialmente peru e peixes - e os carboidratos
complexos - grãos integrais, aveia, sementes, entre outros. Fuja dos
carboidratos simples - os mais prejudiciais são o açúcar e a farinha branca.
Os
carboidratos simples são metabolizados muito rapidamente pelo corpo - são
rapidamente transformados em glicose, aumentando abruptamente a concentração de
açúcar na corrente sanguínea. Com isto, vem uma sensação de plenitude, de
energia e bem estar imediatos. E claro, para o cérebro é muito importante o
aporte de glicose, para que ele possa transformar em energia.
Mandamentos
A Lista mostra uma série de estratégias pode podem auxiliar a criança
com TDAH :
1.
Reforçar o que há de melhor na criança.
2.
Não estabelecer comparações entre os filhos. Cada criança apresenta um
comportamento diante da mesma situação.
3.
Procurar conversar sempre com a criança sobre como está se sentindo.
4.
Aprender a controlar a própria impaciência.
5.
Estabeleça regras e limites dentro de casa, mas tenha atenção para
obedecer-lhes também.
6.
Não esperar ‘’perfeição’’.
7.
Não cobre resultados, cobre empenho.
8.
Elogie! Não se esqueça de elogiar! O estímulo nunca é demais. A criança
precisa ver que seus esforços em vencer a desatenção, controlar a ansiedade e
manter o ‘’motorzinho de 220 volts’’ em baixas rotações está sendo reconhecido.
9.
Manter limites claros e consistentes, relembrando-os frequentemente.
10. Use
português claro e direto, de preferência falando de frente e olhando nos olhos.
11. Não
exigir mais do que a criança pode dar: deve-se considerar a sua idade.
Estudo
Estudo
1.
Escolher cuidadosamente a escola e a professora para que a criança possa
obter sucesso no processo de ensino-aprendizagem.
2.
Não sobrecarregar a criança com excesso de atividades extracurriculares.
3.
O estudo deve ser do jeito que as crianças ou os adolescentes bem
entenderem. Tudo deve ser tentado, mas se o resultado final não corresponder às
expectativas, reavalie após algumas semanas e peça novas opções; vá tentando
até chegar à situação que mais favoreça o desempenho.
4.
Tenha contato próximo com os professores para acompanhar melhor o que
está acontecendo na escola.
5.
Todas as tarefas têm que ser subdivididas em tarefas menores que possam
ser realizadas mais facilmente e em menor tempo.
Regras do dia-a-dia
1.
Dar instruções diretas e claras, uma de cada vez, em um nível que a
criança possa corresponder.
2.
Ensinar a criança a não interromper as suas atividades: tentar finalizar
tudo aquilo que começa.
3.
Estabelecer uma rotina diária clara e consistente: hora de almoço, de
jantar e dever de casa, por exemplo.
4.
Priorizar e focalizar o que é mais importante em determinadas situações.
5.
Organizar e arrumar o ambiente como um meio de otimizar as chances para
sucesso e evitar conflitos.
Casa
1.
Manter em casa um sistema de código ou sinal que seja entendido por
todos os membros da família.
2.
Manter o ambiente doméstico o mais harmônico e o mais organizado quanto
possível.
3.
Reservar um espaço arejado e bem iluminado para a realização da lição de
casa.
4.
O quarto não pode ser um local repleto de estímulos diferentes: um monte
de brinquedo, pôsteres, etc.
Comportamento
1.
Advertir construtivamente o comportamento inadequado, esclarecendo com a
criança o que seria mais apropriado e esperado dela naquele momento.
2.
Usar um sistema de reforço imediato para todo o bom comportamento da
criança.
3.
Preparar a criança para qualquer mudança que altere a sua rotina, como
festas, mudanças de escola ou de residência, etc.
4.
Incentivar a criança a exercer uma atividade física regular.
5.
Estimular a independência e a autonomia da criança, considerando a sua
idade.
6.
Estimular a criança a fazer e a manter amizades.
7.
Ensinar para a criança meios de lidar com situações de conflito (pensar,
raciocinar, chamar um adulto para intervir, esperar a sua vez).
Pais
1.
Ter sempre um tempo disponível para interagir com a criança.
2.
Incentivar as brincadeiras com jogos e regras, pois além de ajudar a
desenvolver a atenção, permitem que a criança organize-se por meio de regras e
limites e, aprenda a participar, ganhando, perdendo ou mesmo empatando.
3.
Quem tem TDAH pode descarregar sua “bateria” muito rapidamente. Se este
for o caso, recarregue-a com mais frequência. Alguns portadores precisam de um
simples cochilo durante o dia, outros de passear com o cachorro, outros de
passar o fim de semana fora, outros ainda de ginástica ou futebol. Descubra
como a “bateria” do seu filho é melhor recarregada.
4.
Evite ficar o tempo todo dentro de casa, principalmente nos fins de
semana. Programe atividades diferentes, não fique sempre fazendo a mesma coisa.
Leve todos à praia, ao teatro, ao cinema, para andar no parque, enfim, seja
criativo.
5.
Estabeleça cronogramas, incluindo os períodos para ‘’descanso’’,
brincadeiras ou simplesmente horários livres para se fazer o que quiser.
6.
Nenhuma atividade que requeira concentração (estudo, deveres de casa) pode
ser muito prolongada. Intercale coisas agradáveis com tarefas que demandam
atenção prolongada (potencialmente desagradáveis, portanto).
7.
Procure sempre perguntar o que ela quer, o que está achando das coisas.
Não crie uma relação unidirecional. Obviamente, os pedidos devem ser negociados
e atendidos no que for possível.
8.
Use mural para afixar lembretes, listas de coisas a fazer, calendário de
provas. Também coloque algumas regras que foram combinadas e promessas de
prêmio quando for o caso.
9.
Estimule e cobre o uso diário de uma agenda. Se ela for eletrônica,
melhor ainda. As agendas devem ser consultadas diariamente.
1.
Procure o máximo de informações possível sobre o TDAH: leia livros, faça
cursos, entre para organizações como a Associação Brasileira do Déficit de
Atenção (www.tdah.org.br), faça contato com outros pais para dividir
experiências bem e mal sucedidas.
2.
Tenha certeza do diagnóstico e segurança de que não há outros
diagnósticos associados ao TDAH.
3.
Tenha certeza de que o tratamento está sendo feito por um profissional
que realmente entende do assunto.
4.
Lembre-se que seu filho (a) está sempre tentando corresponder às
expectativas, mas às vezes não consegue. Deve sempre lembrar-se aos pais que
estes devem ser otimistas, pacientes e persistentes com o filho. Não devem
desanimar diante dos possíveis obstáculos.
Visão dos Especialistas sobre TDAH
TDAH - Prof. Paulo Mattos - Globo News

O De Frente Com Gabi deste domingo, 5 de setembro, recebe o médico neuropsiquiatra Dr. Paulo Mattos.
Ele é especialista numa doença chamada Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, conhecida pela sigla TDAH. O convidado de Marília Gabriela explica tudo sobre esse mal que afeta principalmente as crianças.
Doutora Ana Beatriz (Psiquiatra) TDAH ela também sofreu deste sintoma e descobriu quando cursava medicina
domingo, 9 de outubro de 2016
Neurosaber
E-book Grátis
Mitos e Verdades Sobre o TDAH
Entendendo para incluir – Por Dr. Clay Brites / Neuropediatra. O Conhecimento acerca do TDAH tem sido cercado de ideias falsas, desprovidas de embasamento científico. Desmistifique estas ideias.
Acesse o link: http://neurosaber.com.br/materiais/
sábado, 1 de outubro de 2016
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E-book Aspectos Neurológicos da Aprendizagem
Neurologia e Desenvolvimento Infantil na Aprendizagem
Dr. Clay Brites - Neuropediatra
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Daniele Galvão
DÚVIDAS FREQUENTES DE PROFESSORES DE
DIVERSAS REGIÕES DO BRASIL
1 - PERCEBO
QUE UMA DAS GRANDES DIFICULDADES NA INCLUSÃO É A COMPREENSÃO DO CURRÍCULO
ADAPTADO.
SENDO ASSIM, AS ATIVIDADES DOS ALUNOS
COM DEFICIÊNCIA SÃO DIFERENTES DOS DEMAIS ALUNOS?
R: Muitos professores apresentam
essa dúvida. Vejam bem, as atividades devem ser oferecidas de forma adaptada às
necessidades especiais. Mas antes de pensarmos na atividade é preciso levarmos
em consideração que todo aluno com necessidades educacionais especiais deve
passar por uma avaliação pedagógica com o objetivo de levantar as suas reais
dificuldades e aí sim elaborar estratégias para que essas dificuldades sejam
superadas. O grande problema é que os professores não estão capacitados para
realizar essa avaliação e isso dificulta o trabalho dentro da proposta
inclusiva. O que vejo por aí é um desespero por parte dos profissionais da
educação. Se eles recebem um aluno com Síndrome de Down, por exemplo, buscam
saber de forma geral as possíveis dificuldades de um sujeito com a SD e acabam
realizando atividades de forma muito superficial e cada um, ainda que
apresentem a mesma condição, terá dificuldades diferentes.
2-O
ALUNO QUE FREQUENTA A APAE PRECISA ESTAR MATRICULADO NO ENSINO REGULAR?
R: Se pensarmos na proposta de
educação inclusiva entendemos que uma não substitui a outra, elas se
complementam. Manter uma criança especial apenas freqüentando a APAE, sem
oferecer à ela o convívio social adequado é um reforço à exclusão e isso
significa manter a segregação dos deficientes e não é esse o objetivo que
queremos atingir.
3-POSSO
RETER UM ALUNO COM DEFICIÊNCIA OU DEVO PROMOVÊ-LO?
R: Essa questão é extremamente
polêmica. Penso que pais e professores estão muito preocupados em aprovações
como se isso estivesse diretamente relacionado ao sucesso escolar, como se
aprovar um aluno, seja ele especial ou não, seja o atestado de sua competência
profissional. Por que não pensarmos em descobrir talentos, aflorar potenciais,
e desenvolver habilidades? Essa preocupação existe porquê nem mesmo os
professores sabem o que devem avaliar. QUALQUER ALUNO PODE SER RETIDO DESDE QUE
ELE NÃO ATINJA UMA COISA CHAMADA: COMPETÊNCIA.
Muitos pais chegam ao meu consultório
dizendo que o filho foi reprovado e que ele tem dificuldades e vão processar a
escola. Lamento dizer aos responsáveis que independente do aluno ser
neurotípico ou especial, em ambos os casos eles podem ser retidos sim! O
critério para retenção é justamente o alcance das competências esperadas para
idade ou aquilo que é esperado dentro das condições especiais daquele sujeito.
Porém, quando partimos para realidade, deparamos com uma escola que não avaliou
as necessidades especiais do aluno, não montou um plano de ação pedagógico,
quando questionamos quais competências deveriam esperadas dentro das
necessidades especiais daquele aluno a escola simplesmente não sabe se
posicionar e isso faz com que ela fique sem respaldo e argumentos diante da
necessidade de uma reprovação.
4-MEU
ALUNO COM DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM NÃO CONSEGUE TERMINAR UMA ATIVIDADE ANTES
DE PASSAR PARA OUTRA. COMO APRESENTAR O
NOVO CONTEÚDO PARA UM ALUNO COM DIFICULDADES?
R: Em primeiro lugar é preciso saber
que tipo dificuldade essa criança apresenta. Deixar tarefas inacabadas é uma
característica bem típica dentro do quadro de sintomas de TDAH. Considerando
essa questão como a maior dificuldade, procure oferecer atividades bem
objetivas, com enunciados curtos, atividades que não levem muito tempo para
execução. Lembre-se: TDAH se assusta com volume de tarefas! Quanto a oferecer
um novo conteúdo, busque ser mais dinâmica, envolva emoção nos conteúdos
apresentados para gerar significado, incentive, ofereça recompensas emocionais (estrelinhas,
corações). Alunos com TDAH necessitam de reforço positivo e encorajamento.
Utilize recursos diferenciados: audiovisuais, trabalhe de forma mais concreta
possível. Faça modificações no ambiente colocando-o mais próximo do quadro para
que não prejudique sua atenção sustentada. O segredo do aprendizado do TDAH
está na MOTIVAÇÃO.
5-O
QUE DEVO PROPOR AO ALUNO QUE TEM TDAH? O MESMO ASSUNTO DA TURMA OU OUTRO?
R: Professores, TDAH não está
enquadrado na modalidade de Educação Inclusiva. O conteúdo a ser trabalho deve
estar de acordo com a proposta da classe, conforme as diretrizes e bases da
educação. O TDAH não altera a condição intelectual do sujeito e é importante
ressaltar essa questão. TDAH NÃO É TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM! A dificuldade de
aprendizagem é uma conseqüência da desatenção e hiperatividade e o papel do
professor é elaborar estratégias a fim de minimizar esses efeitos, conforme
explicado acima.
6-COMO
POSSO AVALIAR UM ALUNO COM TDAH?
R: Criar avaliações
diferenciadas ou modificar, ampliar, diversificar a aplicação da avaliação, dar
tempo extra para que o aluno faça a avaliação, reduzir o tamanho da atividade
avaliativa, dividi-la em partes e ajudar o aluno a manter o foco durante a
resolução das questões, observação e o acompanhamento do cotidiano da sala de
aula, devem prevalecer em relação às provas periódicas.
7-
COMO INCLUIR UM ALUNO NUMA CLASSE REGULAR SE ELE VAI FAZER UMA OUTRA ATIVIDADE
COM UM MEDIADOR? ELE FICARÁ APENAS AOS OLHOS DA INCLUSÃO?
R: Eu percebo uma confusão muito
grande quanto ao real trabalho do mediador. O
mediador é um intermediário nas questões sociais e de comportamento, na
comunicação e linguagem, nas atividades e/ou brincadeiras escolares, e nas
atividades pedagógicas, nas limitações motoras ou da leitura, nos diversos
níveis escolares. ELE NÃO PODE E NÃO DEVE SUBSTITUIR O TRABALHO DO
PROFESSOR. Sua atuação está no
desenvolvimento de um trabalho em parceria com o regente da turma amparando seu
mediado. Todas as atividades que são propostas para classe deverão ser
realizadas pelo aluno especial com a orientação da professora regente e seu
mediador como um facilitador. Deixar um aluno especial a margem da turma, em
isolamento com o mediador não é INCLUSÃO.
8-NO CASO DA INCLUSÃO, O CONTEÚDO DA ATIVIDADE É O MESMO DA
TURMA? SÓ ADAPTA DE ACORDO COM A NECESSIDADE?
R: Vamos
entender primeiramente que Inclusão Escolar é diferente de Inclusão Social.
A Inclusão Escolar é
caracterizada na mudança e adaptação daquilo que precisa ser ensinado de modo
atender as necessidades educacionais especiais. Portanto, não falamos em conteúdos
diferenciados e sim de métodos, recursos, estratégias. Darei um exemplo para
que entendam: Posso estar numa turma de sexto ano trabalhando no 4 ano do
ensino fundamental o sistema digestório e com meu aluno especial oferecer esse
conteúdo através de pranchas com o desenho dos órgãos e auxiliá-lo a modelar
com massinha e em seguida montarmos todos os sistema. Trata-se de uma atividade
lúdica que chamará atenção, não apenas dele, mas de toda turma e que tal propor
que todos juntos montem o sistema digestório modelando? Além de promover a
Inclusão Escolar através da adaptação de um conteúdo, estaremos promovendo a Inclusão Social inserindo essa criança
no grupo. Sem contar que além do conteúdo outras habilidades estão sendo
desenvolvidas como construção de sensação, percepção tátil, coordenação motora
e viso motora. Tudo é possível, basta querer.
9-COMO UM PROFESSOR PODE DETECTAR SE SEU ALUNO ESTÁ COM
DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM?
R: Para
que um professor possa identificar uma dificuldade é necessário que ele se
aproprie do conhecimento acerca do desenvolvimento infantil, seus estágios
cognitivos, o que é esperado para cada etapa do desenvolvimento. Muitas
crianças não apresentam dificuldades, mas o professor por falta de conhecimento
acaba cobrando aquilo que está além da idade daquela criança e supõe ser uma
dificuldade instalada. Muitas crianças estão sendo encaminhadas para clínica
psicopedagógica aos 5 anos de idade com
queixa de dificuldade de alfabetização. A dificuldade pode ser detectada em
qualquer estágio da vida do sujeito, desde que seja levado em consideração
aquilo que é esperado para idade. Segue abaixo uma lista de sinais que merecem
atenção:
·
esquecimento;
• dificuldades de expressão lingüística;
• inversão de letras (escrita do nome em
espelho);
• dificuldades em relembrar as letras do
alfabeto;
• dificuldades em recuperar a seqüência
das letras do alfabeto;
• dificuldades psicomotoras (tonicidade,
postura, lateralidade, somatognosia, estruturação e organização do espaço e do
tempo, ritmo, praxia global e fina, lentidão nas auto-suficiências);
• dificuldades nas aquisições básicas de
atenção, concentração, interação e imitação;
• confusão com pares de palavras que soam
iguais (por exemplo: nó-só; tua - lua, vaca-faca; etc.);
• dificuldade em nomear rapidamente
objetos e imagens;
• dificuldades em reconhecer e
identificar sons iniciais e finais de palavras simples;
• dificuldades em juntar sons (fonemas)
para formar palavras simples;
• dificuldades em completar palavras e
frases simples;
• dificuldades em memorizar e reproduzir
números, sílabas, palavras, frases, pequenas histórias, lengalengas, etc.
• relutância em ir à escola e em aprender
a ler;
• sinais de desinteresse e de
desmotivação pelas tarefas escolares;
• dificuldade em aprender palavras novas;
• dificuldades em identificar e nomear
rapidamente letras e sílabas;
• dificuldades grafomotoras (na cópia, na
escrita, no colorir e no recortar de letras);
• dificuldades com sons de letras
(problemas de compreensão fonológica);
• memória fraca;
• dificuldades psicomotoras;
• perda freqüente e desorganização
sistemática dos materiais escolares, etc.
•
problemas de comportamento e de motivação pelas atividades escolares;
•
frustração e fraca auto-estima;
•
problemas de estudo e de organização;
•
fracas funções cognitivas de atenção, processamento e planificação;
•
fraco aproveitamento escolar;
•
pode evidenciar habilidades fora dos conteúdos escolares;
•
dificuldades em concluir os trabalhos de casa;
•
hábitos de leitura, de escrita e de estudo muito vagos;
•
fraco conhecimento global;
•
mais tempo para terminar testes ou avaliações escritas;
10-
COMO IDENTIFICAR E ENCAMINHAR UM ALUNO COM ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO?
R:
Pessoas com AH/SD são caracterizadas
pela elevada potencialidade de aptidões, talentos e habilidades, evidenciada no
alto desempenho nas diversas áreas de atividade do educando e/ou a ser
evidenciada no desenvolvimento da criança. Contudo, é preciso que haja
constância de tais aptidões ao longo do tempo, além de expressivo nível de
desempenho na área de superdotação.
A Política Nacional de Educação Especial
define como altas habilidades / superdotados os aqueles que apresentarem
notável desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos,
isolados ou combinados: capacidade intelectual geral; aptidão acadêmica
especifica; pensamento criativo ou produtivo; capacidade de liderança; talento
especial para artes e capacidade psicomotora. Segue abaixo uma lista de
características que ajudam na identificação:
•Grande curiosidade a respeito de
objetos, situações ou eventos, com envolvimento em muitos tipos de atividades
exploratórias;
• Tendência a começar sozinho as
atividades, a perseguir interesses individuais e a procurar direção própria;
• Originalidade de expressão oral e
escrita, com produção constante de respostas diferentes e idéias não
estereotipadas;
• Talento incomum para expressão em
artes, como música, dança, teatro, desenho e outras;
• Habilidade para apresentar alternativas
de soluções, com flexibilidade de pensamento;
• Abertura para realidade, busca de se
manter a par do que o cerca, sagacidade e capacidade de observação;
• Capacidade de enriquecimento com
situações-problema, de seleção de respostas, de busca de soluções para
problemas difíceis ou complexos;
• Capacidade para usar o conhecimento e
as informações, na busca de novas associações, combinando elementos, idéias e
experiências de forma peculiar;
• Capacidade de julgamento e avaliação
superiores, ponderação e busca de respostas lógicas, percepção de implicações e
conseqüências, facilidade de decisão;
• Produção de idéias e respostas
variadas, gosto pelo aperfeiçoamento das soluções encontradas;
• Gosto por correr risco em várias
atividades;
•
Habilidade em ver relações entre fatos, informações ou conceitos aparentemente
não relacionados,
• Aprendizado rápido, fácil e eficiente,
especialmente no campo de sua habilidade e interesse.
• Necessidade de definição própria;
• Capacidade de desenvolver interesses ou
habilidades específicas;
• Interesse no convívio com pessoas de
nível intelectual similar;
• Resolução rápida de dificuldades
pessoais; • Aborrecimento fácil com a rotina;
• Busca de originalidade e autenticidade;
• Capacidade de redefinição e de extrapolação; • Espírito crítico, capacidade
de análise e síntese;
• Desejo pelo aperfeiçoamento pessoal,
não aceitação de imperfeição no trabalho; • Rejeição de autoridade excessiva;
• Fraco interesse por regulamentos e
normas;
• Senso de humor altamente desenvolvido;
• Alta-exigência;
• Persistência em satisfazer seus
interesses e questões;
• Sensibilidade às injustiças, tanto em
nível pessoal como social;
• Gosto pela investigação e pela
proposição de muitas perguntas;
• Comportamento irrequieto, perturbador,
importuno;
• Descuido na escrita, deficiência na
ortografia; • Impaciência com detalhes e com aprendizagem que requer
treinamento;
• Descuido no completar ou entregar
tarefas quando desinteressado.
Caso a escola identifique um caso de
AH/SD o encaminhamento para um Psicólogo/ Neuropsicólogo e um Psicopedagogo ou
Neuropsicopedagogo é imprescindível para avaliação das habilidades cognitivas e
avaliação comportamental, cada qual dentro da sua área de especificidade.
Daniele
Galvão : Face https://www.facebook.com/daniele.galvao.58?fref=ts
Psicopedagoga
Clínica e Institucional
Neuropsicopedagoga
Esp.
em Distúrbios e Transtornos de Aprendizagem
Bióloga
com aperfeiçoamento em Neurobiologia/ Neurociências
Psicanálise
em formação
Professora
de Ensino Superior
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