domingo, 9 de outubro de 2016

Neurosaber

E-book Grátis
Mitos e Verdades Sobre o TDAH

Entendendo para incluir – Por Dr. Clay Brites / Neuropediatra. O Conhecimento acerca do TDAH tem sido cercado de ideias falsas, desprovidas de embasamento científico. Desmistifique estas ideias.
mitos-tdah

sábado, 1 de outubro de 2016

Baixe E-book Dr. Clay Brites

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E-book Aspectos Neurológicos da Aprendizagem

Neurologia e Desenvolvimento Infantil na Aprendizagem

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Curso com Daniele Galvão


Olha que oportunidade imperdível, quem quiser entrem em contato com Daniele Galvão Farias
Valor 50,00 reais, pagamento até dia 14/10/2016


Daniele Galvão

DÚVIDAS FREQUENTES DE PROFESSORES DE 

DIVERSAS REGIÕES DO BRASIL


1 -    PERCEBO QUE UMA DAS GRANDES DIFICULDADES NA INCLUSÃO É A COMPREENSÃO DO CURRÍCULO ADAPTADO.
SENDO ASSIM, AS ATIVIDADES DOS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA SÃO DIFERENTES DOS DEMAIS ALUNOS?
R: Muitos professores apresentam essa dúvida. Vejam bem, as atividades devem ser oferecidas de forma adaptada às necessidades especiais. Mas antes de pensarmos na atividade é preciso levarmos em consideração que todo aluno com necessidades educacionais especiais deve passar por uma avaliação pedagógica com o objetivo de levantar as suas reais dificuldades e aí sim elaborar estratégias para que essas dificuldades sejam superadas. O grande problema é que os professores não estão capacitados para realizar essa avaliação e isso dificulta o trabalho dentro da proposta inclusiva. O que vejo por aí é um desespero por parte dos profissionais da educação. Se eles recebem um aluno com Síndrome de Down, por exemplo, buscam saber de forma geral as possíveis dificuldades de um sujeito com a SD e acabam realizando atividades de forma muito superficial e cada um, ainda que apresentem a mesma condição, terá dificuldades diferentes.
2-O ALUNO QUE FREQUENTA A APAE PRECISA ESTAR MATRICULADO NO ENSINO REGULAR?
R: Se pensarmos na proposta de educação inclusiva entendemos que uma não substitui a outra, elas se complementam. Manter uma criança especial apenas freqüentando a APAE, sem oferecer à ela o convívio social adequado é um reforço à exclusão e isso significa manter a segregação dos deficientes e não é esse o objetivo que queremos atingir.

3-POSSO RETER UM ALUNO COM DEFICIÊNCIA OU DEVO PROMOVÊ-LO?
R: Essa questão é extremamente polêmica. Penso que pais e professores estão muito preocupados em aprovações como se isso estivesse diretamente relacionado ao sucesso escolar, como se aprovar um aluno, seja ele especial ou não, seja o atestado de sua competência profissional. Por que não pensarmos em descobrir talentos, aflorar potenciais, e desenvolver habilidades? Essa preocupação existe porquê nem mesmo os professores sabem o que devem avaliar. QUALQUER ALUNO PODE SER RETIDO DESDE QUE ELE NÃO ATINJA UMA COISA CHAMADA: COMPETÊNCIA.
Muitos pais chegam ao meu consultório dizendo que o filho foi reprovado e que ele tem dificuldades e vão processar a escola. Lamento dizer aos responsáveis que independente do aluno ser neurotípico ou especial, em ambos os casos eles podem ser retidos sim! O critério para retenção é justamente o alcance das competências esperadas para idade ou aquilo que é esperado dentro das condições especiais daquele sujeito. Porém, quando partimos para realidade, deparamos com uma escola que não avaliou as necessidades especiais do aluno, não montou um plano de ação pedagógico, quando questionamos quais competências deveriam esperadas dentro das necessidades especiais daquele aluno a escola simplesmente não sabe se posicionar e isso faz com que ela fique sem respaldo e argumentos diante da necessidade de uma reprovação.
4-MEU ALUNO COM DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM NÃO CONSEGUE TERMINAR UMA ATIVIDADE ANTES DE PASSAR PARA OUTRA.  COMO APRESENTAR O NOVO CONTEÚDO PARA UM ALUNO COM DIFICULDADES?
R: Em primeiro lugar é preciso saber que tipo dificuldade essa criança apresenta. Deixar tarefas inacabadas é uma característica bem típica dentro do quadro de sintomas de TDAH. Considerando essa questão como a maior dificuldade, procure oferecer atividades bem objetivas, com enunciados curtos, atividades que não levem muito tempo para execução. Lembre-se: TDAH se assusta com volume de tarefas! Quanto a oferecer um novo conteúdo, busque ser mais dinâmica, envolva emoção nos conteúdos apresentados para gerar significado, incentive, ofereça recompensas emocionais (estrelinhas, corações). Alunos com TDAH necessitam de reforço positivo e encorajamento. Utilize recursos diferenciados: audiovisuais, trabalhe de forma mais concreta possível. Faça modificações no ambiente colocando-o mais próximo do quadro para que não prejudique sua atenção sustentada. O segredo do aprendizado do TDAH está na MOTIVAÇÃO.

5-O QUE DEVO PROPOR AO ALUNO QUE TEM TDAH? O MESMO ASSUNTO DA TURMA OU OUTRO?
R: Professores, TDAH não está enquadrado na modalidade de Educação Inclusiva. O conteúdo a ser trabalho deve estar de acordo com a proposta da classe, conforme as diretrizes e bases da educação. O TDAH não altera a condição intelectual do sujeito e é importante ressaltar essa questão. TDAH NÃO É TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM! A dificuldade de aprendizagem é uma conseqüência da desatenção e hiperatividade e o papel do professor é elaborar estratégias a fim de minimizar esses efeitos, conforme explicado acima.

6-COMO POSSO AVALIAR UM ALUNO COM TDAH?
R: Criar avaliações diferenciadas ou modificar, ampliar, diversificar a aplicação da avaliação, dar tempo extra para que o aluno faça a avaliação, reduzir o tamanho da atividade avaliativa, dividi-la em partes e ajudar o aluno a manter o foco durante a resolução das questões, observação e o acompanhamento do cotidiano da sala de aula, devem prevalecer em relação às provas periódicas.
7- COMO INCLUIR UM ALUNO NUMA CLASSE REGULAR SE ELE VAI FAZER UMA OUTRA ATIVIDADE COM UM MEDIADOR? ELE FICARÁ APENAS AOS OLHOS DA INCLUSÃO?
R: Eu percebo uma confusão muito grande quanto ao real trabalho do mediador. O mediador é um intermediário nas questões sociais e de comportamento, na comunicação e linguagem, nas atividades e/ou brincadeiras escolares, e nas atividades pedagógicas, nas limitações motoras ou da leitura, nos diversos níveis escolares. ELE NÃO PODE E NÃO DEVE SUBSTITUIR O TRABALHO DO PROFESSOR.  Sua atuação está no desenvolvimento de um trabalho em parceria com o regente da turma amparando seu mediado. Todas as atividades que são propostas para classe deverão ser realizadas pelo aluno especial com a orientação da professora regente e seu mediador como um facilitador. Deixar um aluno especial a margem da turma, em isolamento com o mediador não é INCLUSÃO.
8-NO CASO DA INCLUSÃO, O CONTEÚDO DA ATIVIDADE É O MESMO DA TURMA? SÓ ADAPTA DE ACORDO COM A NECESSIDADE?
R: Vamos entender primeiramente que Inclusão Escolar é diferente de Inclusão Social.
A Inclusão Escolar é caracterizada na mudança e adaptação daquilo que precisa ser ensinado de modo atender as necessidades educacionais especiais. Portanto, não falamos em conteúdos diferenciados e sim de métodos, recursos, estratégias. Darei um exemplo para que entendam: Posso estar numa turma de sexto ano trabalhando no 4 ano do ensino fundamental o sistema digestório e com meu aluno especial oferecer esse conteúdo através de pranchas com o desenho dos órgãos e auxiliá-lo a modelar com massinha e em seguida montarmos todos os sistema. Trata-se de uma atividade lúdica que chamará atenção, não apenas dele, mas de toda turma e que tal propor que todos juntos montem o sistema digestório modelando? Além de promover a Inclusão Escolar através da adaptação de um conteúdo, estaremos promovendo a Inclusão Social inserindo essa criança no grupo. Sem contar que além do conteúdo outras habilidades estão sendo desenvolvidas como construção de sensação, percepção tátil, coordenação motora e viso motora. Tudo é possível, basta querer.

9-COMO UM PROFESSOR PODE DETECTAR SE SEU ALUNO ESTÁ COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM?
R: Para que um professor possa identificar uma dificuldade é necessário que ele se aproprie do conhecimento acerca do desenvolvimento infantil, seus estágios cognitivos, o que é esperado para cada etapa do desenvolvimento. Muitas crianças não apresentam dificuldades, mas o professor por falta de conhecimento acaba cobrando aquilo que está além da idade daquela criança e supõe ser uma dificuldade instalada. Muitas crianças estão sendo encaminhadas para clínica psicopedagógica aos 5 anos de idade  com queixa de dificuldade de alfabetização. A dificuldade pode ser detectada em qualquer estágio da vida do sujeito, desde que seja levado em consideração aquilo que é esperado para idade. Segue abaixo uma lista de sinais que merecem atenção:
·         esquecimento;
• dificuldades de expressão lingüística;
• inversão de letras (escrita do nome em espelho);
• dificuldades em relembrar as letras do alfabeto;
• dificuldades em recuperar a seqüência das letras do alfabeto;
• dificuldades psicomotoras (tonicidade, postura, lateralidade, somatognosia, estruturação e organização do espaço e do tempo, ritmo, praxia global e fina, lentidão nas auto-suficiências);
• dificuldades nas aquisições básicas de atenção, concentração, interação e imitação;
• confusão com pares de palavras que soam iguais (por exemplo: nó-só; tua - lua, vaca-faca; etc.);
• dificuldade em nomear rapidamente objetos e imagens;
• dificuldades em reconhecer e identificar sons iniciais e finais de palavras simples;
• dificuldades em juntar sons (fonemas) para formar palavras simples;
• dificuldades em completar palavras e frases simples;
• dificuldades em memorizar e reproduzir números, sílabas, palavras, frases, pequenas histórias, lengalengas, etc.
• relutância em ir à escola e em aprender a ler;
• sinais de desinteresse e de desmotivação pelas tarefas escolares;
• dificuldade em aprender palavras novas;
• dificuldades em identificar e nomear rapidamente letras e sílabas;
• dificuldades grafomotoras (na cópia, na escrita, no colorir e no recortar de letras);
• dificuldades com sons de letras (problemas de compreensão fonológica);
• memória fraca;
• dificuldades psicomotoras;
• perda freqüente e desorganização sistemática dos materiais escolares, etc.
• problemas de comportamento e de motivação pelas atividades escolares;
• frustração e fraca auto-estima;
• problemas de estudo e de organização;
• fracas funções cognitivas de atenção, processamento e planificação;
• fraco aproveitamento escolar;
• pode evidenciar habilidades fora dos conteúdos escolares;
• dificuldades em concluir os trabalhos de casa;
• hábitos de leitura, de escrita e de estudo muito vagos;
• fraco conhecimento global;
• mais tempo para terminar testes ou avaliações escritas;
10- COMO IDENTIFICAR E ENCAMINHAR UM ALUNO COM ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO?
R: Pessoas com AH/SD são caracterizadas pela elevada potencialidade de aptidões, talentos e habilidades, evidenciada no alto desempenho nas diversas áreas de atividade do educando e/ou a ser evidenciada no desenvolvimento da criança. Contudo, é preciso que haja constância de tais aptidões ao longo do tempo, além de expressivo nível de desempenho na área de superdotação.
A Política Nacional de Educação Especial define como altas habilidades / superdotados os aqueles que apresentarem notável desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados: capacidade intelectual geral; aptidão acadêmica especifica; pensamento criativo ou produtivo; capacidade de liderança; talento especial para artes e capacidade psicomotora. Segue abaixo uma lista de características que ajudam na identificação:
•Grande curiosidade a respeito de objetos, situações ou eventos, com envolvimento em muitos tipos de atividades exploratórias;
• Tendência a começar sozinho as atividades, a perseguir interesses individuais e a procurar direção própria;
• Originalidade de expressão oral e escrita, com produção constante de respostas diferentes e idéias não estereotipadas;
• Talento incomum para expressão em artes, como música, dança, teatro, desenho e outras;
• Habilidade para apresentar alternativas de soluções, com flexibilidade de pensamento;
• Abertura para realidade, busca de se manter a par do que o cerca, sagacidade e capacidade de observação;
• Capacidade de enriquecimento com situações-problema, de seleção de respostas, de busca de soluções para problemas difíceis ou complexos;
• Capacidade para usar o conhecimento e as informações, na busca de novas associações, combinando elementos, idéias e experiências de forma peculiar;
• Capacidade de julgamento e avaliação superiores, ponderação e busca de respostas lógicas, percepção de implicações e conseqüências, facilidade de decisão;
• Produção de idéias e respostas variadas, gosto pelo aperfeiçoamento das soluções encontradas;
• Gosto por correr risco em várias atividades;
 • Habilidade em ver relações entre fatos, informações ou conceitos aparentemente não relacionados,
• Aprendizado rápido, fácil e eficiente, especialmente no campo de sua habilidade e interesse.
• Necessidade de definição própria;
• Capacidade de desenvolver interesses ou habilidades específicas;
• Interesse no convívio com pessoas de nível intelectual similar;
• Resolução rápida de dificuldades pessoais; • Aborrecimento fácil com a rotina;
• Busca de originalidade e autenticidade; • Capacidade de redefinição e de extrapolação; • Espírito crítico, capacidade de análise e síntese;
• Desejo pelo aperfeiçoamento pessoal, não aceitação de imperfeição no trabalho; • Rejeição de autoridade excessiva;
• Fraco interesse por regulamentos e normas;
• Senso de humor altamente desenvolvido;
• Alta-exigência;
• Persistência em satisfazer seus interesses e questões;
• Sensibilidade às injustiças, tanto em nível pessoal como social;
• Gosto pela investigação e pela proposição de muitas perguntas;
• Comportamento irrequieto, perturbador, importuno;
• Descuido na escrita, deficiência na ortografia; • Impaciência com detalhes e com aprendizagem que requer treinamento;
• Descuido no completar ou entregar tarefas quando desinteressado.
Caso a escola identifique um caso de AH/SD o encaminhamento para um Psicólogo/ Neuropsicólogo e um Psicopedagogo ou Neuropsicopedagogo é imprescindível para avaliação das habilidades cognitivas e avaliação comportamental, cada qual dentro da sua área de especificidade.


Psicopedagoga Clínica e Institucional
Neuropsicopedagoga
Esp. em Distúrbios e Transtornos de Aprendizagem
Bióloga com aperfeiçoamento em Neurobiologia/ Neurociências
Psicanálise em formação
Professora de Ensino Superior





segunda-feira, 26 de setembro de 2016

I Jornada NeuroSaber

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Colegas Psicopedagogas (os) Eu recomendo que conheçam NeuroSaber com Dr. Clay Brites e Luciana Brites e possam Participar da I Jornada NeuroSaber : Tudo sobre Funcionamento Neurológico dos Transtornos de Aprendizagem.
Entendendo os Transtornos de Aprendizagem, 5 Passos para o Diagnóstico Transtornos de Aprendizagem, Intervenção nos TA e suas dúvidas respondidas, Transformando sua Prática. Receba material de apoio e gratuito .
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domingo, 25 de setembro de 2016


Psicopedagoga


Minha Page de Psicopedagogia : Acesse link abaixo : https://www.facebook.com/groups/422365921305203/

O que é Discalculia?

Discalculia
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Algumas crianças,  mesmo recebendo todo o conteúdo necessário para se apropriar do conhecimento e do raciocínio matemático, podem ter enormes dificuldades de entender o significado do número em nossa sociedade. Compreender o que ele representa, quais suas diferentes funções e relações com nosso cotidiano é um verdadeiro desafio para uma criança  ou um adolescente com Discalculia.  
Muitos pais, ao relatarem o sofrimento de seu filho ou filha, comentam que desde muito pequeno(a), ele(a) tinha muita dificuldade em memorizar números, quantificar sua idade e relacionar o símbolo numérico às proporções e ao espaço de tempo que havia entre uma atividade e outra. Estas confusões são comuns e frequentes em pessoas que não conseguem pensar dentro de uma perspectiva numérica.
A Discalculia é um tipo de transtorno de aprendizagem caracterizada por uma inabilidade ou incapacidade de pensar, refletir, avaliar ou raciocinar processos ou tarefas que envolvam  números ou conceitos matemáticos. Percebe-se desde muito cedo, mas é na escola que todos os sinais e dificuldades se expressam de maneira clara e explícita, pois as exigências são maiores e a sequenciação de tarefas que envolvem aritmética e proporções passam a ser rotineiras.Em torno de 1% das crianças podem ter Discalculia e é comum que tal condição seja geneticamente determinada tendo relatos parecidos num dos pais ou em parentes próximos. Não podemos confundir Discalculia com insegurança cultural que observamos na aprendizagem da matemática ou com má pedagogia por não ocorrer a completa e/ou suficiente transmissão de conteúdos de acordo com a idade e a escolaridade. 
A Discalculia é um problema biológico e inato que nada tem a ver com aspectos do ambiente afetando a capacidade da criança em aprender matemática. Estudos de imagem e comparações realizadas entre indivíduos com Discalculia e indivíduos não portadores do transtorno, mostram que os primeiros apresentam o sulco intra-parietal menor. A dificuldade, por sua vez, ocorre por vários motivos: incompreensão com a noção de quantidade associada à palavra ou conceito numérico;  dificuldade em usar a linguagem adequada para representar o número;  problemas de espacialidade e proporcionalidade em relação ao número correspondente; e pouca aptidão para relacionar conceitos matemáticos (como por exemplo, relacionar porcentagem com divisão e conseguir resolver processos que envolvem abstração e representação mental).A Discalculia pode, na avaliação neuropsicológica, ter déficits em algumas habilidades cognitivas, mas sem comprometimento da inteligência ou do  nível intelectual. Aliás, estas crianças são muito inteligentes e capazes para a escola, mas surpreendentemente não conseguem manter o mesmo padrão para as atividades matemáticas estejam elas onde estiverem, na geografia ou nas ciências, nas artes ou na educação física.  O diagnóstico requer avaliação multidisciplinar com o envolvimento de especialistas nas áreas de psicopedagogia, neuropsicologia e neuropediatria. Não existem exames de imagem ou de laboratório para confirmar, somente sendo concluído mediante testes e correlações com a evolução pedagógica e seu comportamento com os números no cotidiano.Quanto ao tratamento, não existem medicações, exceto quando há TDAH associado. Ademais, é baseado em intervenção precoce,  adaptação curricular e suporte psicopedagógico. A escola deve compreender a dificuldade e fazer modificações no conteúdo, visando facilitar a aprendizagem da matemática utilizando-se de materiais concretos para ensiná-la. O apoio psicopedagógico ajudará a criança a entender sua dificuldade e manejá-la da melhor forma possível incluindo estratégias metacognitivas.  Não existe “cura” para esta condição e o portador deverá aprender a lidar com o transtorno.

Fonte : http://neurosaber.com.br/artigos/o-que-e-discalculia/

Mitos e Verdades Sobre o TDAH

TDAH

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Em tempos de discussões acerca do desenvolvimento da criança, muitas pessoas procuram se informar sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). No entanto, é preciso esclarecer algumas informações que acabam por elaborar impressões equivocadas em torno de um quadro que merece total atenção. Com os esclarecimentos que daremos a seguir, o tratamento de uma pessoa vai ser bastante eficaz, além de quebrar preconceitos de quem convive com uma criança diagnosticada com o TDAH.
Vale ressaltar que o TDAH é um transtorno neurobiológico e tem uma grande incidência em meninos. Estes, por sua vez, são caracterizados pela hiperatividade e impulsividade. Quando o TDAH é diagnosticado em meninas, as pacientes apresentam um quadro diferente, pois elas ficam desatentas e não agitadas como os meninos. Veja mais informações aqui.

– O TDAH impossibilita a criança de ter uma vida normal?

Mito. É preciso destruir a barreira do preconceito. A informação é o melhor caminho. Uma criança que é diagnosticada com o transtorno deve receber tratamento específico e multidisciplinar (com psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos, etc.); além disso, cada caso deve ser olhado com atenção, pois cada paciente apresenta uma necessidade e uma demanda diferente para os profissionais.

– Pessoas com TDAH são menos inteligentes que as outras?

Mito. Eis aí algo que precisa ser esclarecido: uma pessoa diagnosticada com TDAH que recebe o devido acompanhamento e tratamento tem a inteligência normal e até acima da média, com desempenhos surpreendentes. Embora os portadores do transtorno apresentem alteração na concentração, eles podem ter o rendimento normal dentro de sala e no ambiente de trabalho.

– As características mais marcantes do TDAH são a hiperatividade, a desatenção e a impulsividade?

Verdade. Por ser um transtorno neurobiológico, os traços característicos do TDAH precisam ser notados também em dois ou mais ambientes de convívio do portador, como o familiar e o escolar. Esses lugares são determinantes para perceber o comportamento da criança para que, a partir disso, ela seja acompanhada e encaminhada ao tratamento que será eficaz.

– O diagnóstico é difícil?

Verdade. Como há muita confusão acerca do TDAH, muitos pais e educadores pensam que o transtorno se trata de outro caso: ansiedade, dislexia, preguiça em raciocinar; problemas educacionais e problemas de criação. A falta de informação adequada faz com que muitos pais procurem auxílio de um especialista tardiamente, o que pode prejudicar a qualidade vida da criança, principalmente quando esta chega à adolescência ou à fase adulta.

– O TDAH pode vir em qualquer fase da vida?

Mito. O transtorno surge na infância e tem raízes hereditárias. No entanto, pode acontecer de um adulto ser diagnosticado com um TDAH que o acompanha desde criança.

– Tratamento em adultos é ineficaz?

Mito. A partir do momento em que é diagnosticado em um adulto, o tratamento pode reverter situações que prejudicam o adulto diagnosticado, como depressão, problemas de socialização, entre outros.

– O TDAH causa comorbidades?

Verdade. O transtorno vem acompanhado de doenças relacionadas, como aquelas que afetam a função neurológica e sistêmica e que podem influenciar no aprendizado. Por isso a importância do tratamento precoce.

– Quanto antes for diagnosticado, melhor para a criança?

Verdade. Quando uma pessoa é diagnosticada com o TDAH na infância, entre 7 e  9 anos, os tratamentos surtem efeitos muito bons, pois além do acompanhamento individualizado e que atenda caso a caso, a readaptação e o estímulo da família tendem a ajudá-la imensamente. Os medicamentos são importantes, mas a presença dos familiares e dos especialistas é fundamental.

TOD precisa de tratamento médico?

TOD

Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD) é uma condição que leva a comportamentos altamente restritivos socialmente por gerar na criança e no adolescente acessos de raiva exagerados, sentimentos de vingança, intensa dificuldade em seguir regras e conselhos de outras pessoas, especialmente pais e autoridades. A presença de indivíduos com TOD emfase escolar pode levar a muitas intercorrências dentro da instituição e desarranjos intensos no relacionamento aluno-professor. Na família, este jovem causará desunião, sensação de desprezo pelos demais, má adaptação aos conselhos e pouco engajamento para atividades de interesse coletivo. Não raro, é comum seus portadores evoluírem para quadros depressivos e/ou transtornos de conduta, tanto a família quanto as escolas muitas vezes não sabem qual caminho seguir podendo a demora resultar em muitas complicações.
Neste contexto, o apoio médico pode ser de grande valia. Especificamente, o  Transtorno Opositivo-Desafiador TOD deve ser conduzido por neurologista ou psiquiatra infantil, os quais são preparados e já direcionados para perceber os sintomas e tratá-los. Sempre numa visão multidisciplinar, a condução médica permite que sejam tomadas medidas importantes como, por exemplo, prescrever medicações que tenham a finalidade de reduzir a raiva excessiva e a agressividade, pois estes sintomas diminuem muito a flexibilidade e o engajamento do jovem à interação com autoridades. O médico deve investigar se, além do TOD, este paciente pode também estar apresentando comorbidades frequentemente associadas como o TDAHAutismo, Transtorno de Conduta (TC) e Transtorno Bipolar, os quais pioram a evolução do quadro e reduzem a possibilidade de sucesso na vida acadêmica.
A presença do suporte médico propicia, por meio de documentos por ele emitidos, providenciar atendimentos psicológico e psicopedagógico, ter acesso a uma atenção mais individualizada na escola, além de recomendar, se necessário, a presença de um acompanhante terapêutico para mediar estratégias entre os professores e este aluno. O médico também deverá chamar a atenção de todos os envolvidos no sentido de direcionarmedidas psicoeducativas, as quais tem o intuito de sistematizar ações de como lidar e dialogar com esta criança, além de orientar como prevenir e manejar problemas de relacionamentos ou bullying. Nos casos onde o portador se encontra institucionalizado ou abandonado pelos seus responsáveis e sem a tutela do Estado, o médico costuma ser consultado para assessorar as medidas protetivas que devem ser implementadas para reduzir os riscos sociais e os de delinquência.
A importância da abordagem médica do TOD toma maior corpo nos dias de hoje, onde o conceito de psicofobia e o crescente papel da escola como lugar-comum das ações tanto preventivas como terapêuticas de transtornos neuropsiquiátricos se tornaram disseminadas e consolidadas. O médico tem, neste aspecto, o papel histórico de reduzir sofrimentos e ajudar a garantir o acesso ao bem-estar social, os quais também só podem ser efetivados com medidas realmente válidas no campo da saúde mental.

5 passos para o Diagnóstico do Autismo

5 Passos TEA
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Uma das medidas mais importantes na condução e na observação de crianças é interpretar como vai seu desenvolvimento e seu comportamento. Detectar desde cedo problemas ou anormalidades pode ser decisivo para seu futuro, especialmente no que tange sua vida afetiva, social e escolar. No Autismo ou nos Transtornos do Espectro Autista esta lógica não é diferente. Infelizmente, o Autismo não tem “cara”, forma física, sinais na pele ou no rosto da criança e não aparece em exames de imagem ou de sangue… Esta condição só pode ser identificada por meio de observação do comportamento da criança e por informações coletadas por meio de relatos de seus cuidadores, até que se preencham os critérios necessários para se confirmá-lo ou descartá-lo.Desta forma, é muito importante saber quais passos tomar para descobrir se uma criança tem Autismo ou não. Cinco passos são indicados como caminho e diretriz para se chegar ao diagnóstico adequado:


1) Entrevista detalhada com os pais/cuidadores

Colher informações sobre o comportamento social e como se comunica socialmente a criança, além de verificar se ela apresenta atitudes e intenções repetitivas e fora do contexto, é essencial! Nessa entrevista, é importante que quem a conduz conheça os sinais e sintomas de Autismo e seus aspectos clínicos mais sugestivos. Muitas vezes, os pais não sabem relatar direito ou não se lembram ou ainda querem verificar mais. Neste caso, acione os passos 2 e 3.

2) Reunir fotos e vídeos

Muitas vezes, na entrevista, as informações são frágeis e pouco definidas. Neste caso, pode-se investigar observando diretamente a criança por meio de vídeos e fotos em plena atividade compartilhada com os amiguinhos ou com a família; ou o profissional pode também visitar a escola para ver a criança diretamente em ambiente social e lúdico.

3) Depoimentos de profissionais e escolas

A visão e a análise de profissionais que lidam com crianças podem ser decisivos para um maior e mais amplo esclarecimento acerca de seu comportamento. Devido ao maior preparo profissional e por estarem isentos emocionalmente, tais relatos podem ser cruciais e definir com mais certeza a suspeita. Além disto, a comparação silenciosa e sistemática com outras crianças no ambiente em tempo real dá maior clareza ao se perceberem as diferenças entre a criança observada e as demais.

4) Uso de escalas de avaliação

O uso de escalas de avaliações confiáveis e desenvolvidas a partir de muitas pesquisas e sistematizações são úteis, pois dão maior objetividade à observação e nos faz lembrar do que deve ser perguntado e observado sem correr risco de esquecer detalhes ou se perder durante a entrevista. Além disso, ajudam a demarcar melhor os sintomas mais severos e que precisam de maior intervenção. Quem avalia ou trabalha com estas crianças, deve conhecer pelo menos as escalas de triagem, como o ATA (Escala de Traços Autísticos) ou o M-CHAT (Modified-Checklist Autism in Toddlers), ambas já traduzidas para nossa língua.

5) Dados de história familiar

Verificar se na família existem casos de Autismo ou de outros transtornos de desenvolvimento ou neuropsiquiátricos, pois está consolidada na literatura científica a evidência de que existem estreitas associações entre estas condições. As idades materna e paterna acima de 40 anos também se correlacionam com risco maior de ter filhos comTEA. Além disto, neste histórico, pode-se também averiguar suas condições de parto, peso ao nascer e se houveram problemas significativos naquele momento, como prematuridade e baixo peso.