quinta-feira, 5 de maio de 2016

Apostilas de Inclusão Grátis

SABERES E PRÁTICAS DA INCLUSÃO

A educação e os cuidados na infância são amplamente reconhecidos como fatores fundamentais do desenvolvimento global da criança. Esta coleção traz temas específicos sobre o atendimento às necessidades educacionais especiais das crianças, do nascimento aos seis anos de idade.
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•    PUBLICAÇÕES DO MEC PARA DOWNLOADS   
 "Para a educação melhorar, todos devem participar..." (portal do MEC)
 
                                                 Introdução         

•    A Creche e A Pré-Escola como Espaço INCLUSIVO  - página 18
•    Escolas Especiais- página 33


Dificuldades Acentuadas de Aprendizagem ou Limitações no Processo de Desenvolvimento

•    Sugestões de brinquedos de acordo com as etapas de desenvolvimento – página 21
•    Estimulando o bebê prematuro – página 27
•    Anexo2 - Sugestões de atividades para crianças de quatro a seis anos de idade - página 45
   
Dificuldade de Comunicação e Sinalização – Deficiência Visual

•    Procedimentos Didático-Metodológicos -  página 34
•    Sugestões de conteúdos e atividades- página 35

   Dificuldade de Comunicação e Sinalização – Surdez

Dificuldades Acentuadas de Aprendizagem – Deficiência Múltipla


Dificuldade de Comunicação e Sinalização – Deficiência Física

Distúrbios de Aprendizagem


“Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.”
Paulo Freire
Introdução:
Dificuldade de aprendizagem é uma expressão que se refere a um grupo heterogêneo de distúrbios manifestados por dificuldades intensas na aquisição e utilização da compreensão auditiva, da fala, da leitura, da escrita e do raciocínio matemático.
Muitas vezes o que se chama de dificuldade de aprendizagem é basicamente “dificuldade de ensino” ou distúrbio de escolaridade. O distúrbio de escolaridade depende basicamente da motivação. Cada indivíduo aprende de uma forma diferente, conforme seu canal perceptivo preferencial.
Distúrbios de Aprendizagem
A criança com amadurecimento intelectual, emocional e físico suficientes para aceitar com naturalidade as importantes modificações da rotina de vida que surgem com a vida escolar, deverá ter sido previamente preparada para a socialização extra familiar, de modo a entrar em uma escola com maleabilidade suficiente para atender suas necessidades.
Plano de aula:
A aprendizagem dos alunos com distúrbios de aprendizagem pode ocorrer de varias formas significativas e por meio de diversos recursos. Um dos mais valiosos é as (letras móveis). Com ela as crianças conseguem varias possibilidades, onde o conflito pode ser resolvido apenas trocando as letras,quando necessário.

Objetivos:
Estas atividades permitem às crianças as seguintes aprendizagens:
- Diferenciar letras, desenhos e números;
- A quantidade de letras usadas para escrever as palavras;
- Função da escrita;
- Orientação da escrita;
- O nome das letras;
- Um amplo repertório de letras;
- Uma fonte de consulta para escrever outras palavras.
Conteúdos:
Escrita com letras móveis.
Materiais:
Letras de varias formas; plástico, madeira. papel.
Avaliação:
Ao final das atividades, a criança deve: reconhecer as situações onde faz sentido utilizar letras; identificar a escrita do próprio nome; ampliar o repertório de conhecimento de letras, nomear as letras; utilizar o conhecimento de quantas letras usarem, quais letras, ordem das letras etc. Todas essas situações têm como objetivo que as crianças reconheçam as letras. É importante observar diariamente e registrar os avanços das crianças no reconhecimento das letras, o grau de habilidade no uso do sistema alfabético, as características das crianças, as diferenças individuais.
Atividade de Linguagem Escrita
OBJETIVO:
Estimular as funções:
• Executivas;
• Cognitivas;
• Linguagem oral e escrita;
• Memória de trabalho;
• Consciência fonológica.
ATIVIDADE: Ocorrerá em três etapas:
1ª – Será mostrada a criança 18 figuras (neste exemplo todas iniciando com F ou V), e solicitada que separe todas as que se iniciam com F.
As figuras selecionadas pela criança serão dispostas em uma ordem determinada pelo professor. A criança irá observá-las durante um minuto. Após, as figuras selecionadas serão viradas para baixo.
2ª – A criança deverá dizer em voz alta a ordem das figuras que estão viradas para baixo.
Sabemos que a memória não memoriza em ordem exata, mas sim nos faz lembrar-se das primeiras e últimas imagens, ocorrendo uma “falha” nas imagens centrais. Portanto, não devemos exigir que a criança lembrasse-se de todas as imagens, mas que se esforce para isso.
3ª – Caso possua linguagem escrita, após 5 minutos, as imagens serão novamente viradas para cima e, então, a criança escreverá seus respectivos nomes.
Considerações Finais:
A inclusão é um movimento mundial de luta das pessoas com deficiências e seus familiares na busca dos seus direitos e lugar na sociedade. O paradigma da inclusão vem ao longo dos anos, buscando a não exclusão escolar e propondo ações que garantam o acesso e permanência do aluno com deficiência. É preciso fazer algo para que a inclusão realmente aconteça. É necessário identificar o problema, fornecer soluções, e o mais importante é o comprometimento dos educadores em fazer a diferença e realmente fazer a inclusão, usando de recursos físicos e os meios materiais para a efetivação de um processo escolar de qualidade. Devem dar prioridade ao desenvolvimento de novas atitudes e formas de interação na escola, exigindo mudanças no relacionamento pessoal e social e na maneira de se processar a aprendizagem. Concluímos que o processo de inclusão ocorre a partir da condição que se dá ao aluno onde está incluso, a partir de condições de estrutura física, suportes de serviços psicopedagógicos, serviços técnico-pedagógicos e administrativos, programações comemorativas, culturais, desportivas, etc., que interagem e dão sustentação ao processo que se desencadeia na sala de aula e tem como atores os alunos e professor. Essas ações são fundamentais para a construção de uma educação que atenda às necessidades, às possibilidades e ao interesse da população. Para isso, todavia, precisa de profissionais da educação responsáveis e competentes. É importante frisar que um ambiente amoroso e estimulante, irão sempre influenciar positivamente o desenvolvimento desta criança. Afinal, as diferenças não podem ser obstáculos nas nossas relações sociais e temos que saber respeitá-las. Mas também, não podemos deixar de reconhecer a sua existência. Entendemos que a escola inclusiva é benéfica não somente para aquelas crianças que têm necessidades especiais, mas, sim para todas as crianças. Visto que na medida em que a escola proporciona a todos seus alunos à oportunidade de conviver com a diversidade e com as diferenças, está preparando as crianças para a vida em sociedade. A inclusão é um processo cheio de improvisos, sem fórmulas prontas e exige aperfeiçoamento constante.
Distúrbios de Aprendizagem
Pesquisas mostram que, em países em desenvolvimento cerca de 40% dos alunos de séries iniciais têm dificuldades de aprendizagem. Destes, apenas 6% têm distúrbios de origem neurobiológica.
Em toda sala de aula, há crianças que aprendem com mais facilidade e outros que têm dificuldade para acompanhar as lições. Ninguém está a salvo de tirar notas baixas vez ou outra. Mas o que fazer quando os problemas são persistentes? Há quem fique anos sem conseguir se adaptar ao ritmo das turmas ou mesmo aprender o básico – ler e escrever. Pais e professores são os primeiros a perceber sinais de que algo não vai bem. Porém, nem sempre conseguem identificar as causas do problema.
Em geral, os professores não são preparados para perceber o que impede o aprendizado, eles não são obrigados a fazer diagnósticos, até porque isso depende da avaliação de diversos profissionais, como psicopedagogos, fonoaudiólogos, neuropsicólogos, neurologistas, psiquiatras, entre outros. “Mas ainda falta compreensão sobre o processo de aprendizado. Muitos professores não conhecem nem o desenvolvimento normal das crianças. E só ensina bem quem sabe como se aprende”.
No Brasil e em outros países em desenvolvimento, pesquisadores estimam que de 40% a 42% dos alunos nas séries iniciais tenham dificuldades para aprender. Destes, 4% a 6% têm transtornos de origem neurobiológica.
As dificuldades no aprendizado podem decorrer de falhas no método de ensino e no ambiente escolar. Também podem pesar fatores relacionados à vida familiar e a condições psicológicas da criança.
Nos transtornos ou distúrbios de aprendizagem, há problemas em áreas específicas do cérebro. “Há uma característica de origem genética, neurobiológica”. A criança nasce com uma falha de processamento. Não quer dizer que não vá aprender, ela vai, só que de uma forma diferente.
Quais são os principais transtornos
As pesquisas científicas sobre distúrbios de aprendizagem são relativamente recentes – ganharam relevância a partir dos anos 1980. Ainda não existem testes padronizados mundialmente para diagnosticá-los, embora haja referências importantes. Com isso, é difícil encontrar crianças com diagnóstico fechado de outros transtornos além dos mais conhecidos como dislexia e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou sem Hiperatividade (TDA).
A dislexia é um distúrbio específico das operações relacionadas ao reconhecimento das palavras. Os disléxicos têm dificuldade para identificar as letras com precisão e velocidade e para formar as sílabas. Há diferentes graus de comprometimento e os sintomas variam conforme a idade. Crianças em fase escolar costumam sofrer para adquirir a habilidade de leitura e escrita e, quando conseguem, fazem tudo num ritmo mais lento que os colegas. Para elas, é atividade penosa copiar textos da lousa, escrever redações e fazer provas dissertativas.
Um adulto com dislexia apresenta falhas principalmente no hemisfério esquerdo do cérebro e em regiões parietais – áreas responsáveis pelo processamento da linguagem. Elas acabam sendo menos ativadas do que deveriam no momento da leitura e da escrita. Com tratamento, o disléxico consegue aumentar a ativação das regiões, mas nunca da mesma maneira que uma pessoa sem o transtorno.
O TDAH e TDA não são definidos, necessariamente, como transtornos de aprendizagem, mas, por afetar a atenção e concentração – aspectos essenciais para os estudos – geralmente causam dificuldades. Além disso, é comum a coexistência de distúrbios, entre uma pessoa com algum grau de agitação e uma desatenta e hiperativa. “Passa a ser problema de saúde quando traz prejuízos na vida do indivíduo.” A criança com o transtorno tem sintomas persistentes em diversos ambientes – na escola, com a família e os amigos. Está praticamente todo tempo em movimento e sofre para se focar em apenas uma atividade.
Uma criança com discalculia é aquele incapaz de aprender matemática. Não se trata de dificuldades pontuais em algumas séries em que a disciplina fica mais exigente, mas da impossibilidade de aprender conceitos básicos. “A criança com o transtorno pensa em outra lógica e não consegue, por exemplo, transformar quantidades em números ou entender que a sequência numérica é da esquerda para a direita”. Estudos com ressonância mostram que, no cérebro das crianças com discalculia, há menor ativação nas regiões pré-frontal e parietal durante as tarefas de cálculo.
As disgrafias são os transtornos relacionados à escrita. São causados por falhas em áreas do cérebro responsáveis pela parte motora fina (lobo frontal). As pessoas com dificuldades nesse campo não conseguem controlar plenamente pequenos músculos em suas mãos. Os problemas da escrita atrapalham a comunicação e exigem muito esforço dos estudantes, que, por vezes, ficam com pouca energia para prestar atenção no conteúdo do texto. “Normalmente, o computador é um grande aliado no tratamento dessas crianças”.
O transtorno não verbal (Tanv) é um tipo raro de distúrbio e está ligado a procedimentos de estudos. O Tanv afeta principalmente a coordenação motora, a percepção sensorial e espacial e as habilidades sociais. Alguns dos sintomas são semelhantes aos de crianças com autismo e síndrome de Asperger. Elas costumam ter poucos amigos, fazem interpretação literal de eventos e mantêm conversas fora de contexto. Também têm dificuldades para analisar, organizar e sintetizar as informações.
Todos os especialistas deixam claro que nenhuma criança com dificuldades de aprender ou distúrbios, tem inteligência abaixo do normal.
Elas precisam apenas de outras estratégias e, muitas vezes, de atendimento especializado para avançar nos estudos. “Quando não conseguem aprender, as crianças sofrem”. E são chamadas de desinteressadas, preguiçosas. “Elas precisam de atenção, métodos de ensino adequados, estímulos positivos e que alguém mostre a elas o que fazem bem, não apenas no que vão mal”.
Fonte :http://disturbiosdeaprendizagem2015.blogspot.com.br/

TANV (Transtorno de aprendizagem não verbal)


Definição: É um transtorno neurocomportamental do desenvolvimento caracterizado por um déficit primário ao processamento da informação perceptual não-linguística. O déficit produz problemas na recepção, na decodificação de tal informação e pode também resultar em problemas na expressão. O diagnostico é efetuado se, e somente se, esse déficit produz concomitantes prejuízos sociais” (Palombo 2006)

É uma condição neurológica causada por lesão ou disfunção da substancia branca no hemisfério direito do cérebro, cujas conexões são importantes para a integração intermodal.

Características das disfunções:
- falha na coordenação grossa e fina
- dificuldade em equilíbrio
- dificuldade em habilidades grafomotoras
- falha na percepção espacial e nas relações espaciais
- memoria visual pobre
- falha na imaginação
- inabilidade para compreender comunicação não-verbal
- dificuldade frente a mudanças ou situações novas
- déficit no julgamento e na interação social
- são desajeitados
- tem um tempo de reação aumentada
- são mais lentos na aquisição de certas habilidades
- apresentam falhas no controle motor
- há desabilidade no uso de instrumentos como tesoura, pincel, etc
- podem não aprender a andar de bicicleta
- não se saem bem em esportes, ou brincadeiras como peteca, corda...
- não são hábeis em jogos de construção (lego)
- há dificuldade no reconhecimento facial de pessoas pouco familiares
- confundem-se com direções
- desorientam-se em locais amplos
- desorganizam-se no espaço gráfico
- preferem rotinas e imutabilidade no ambiente porque apoiam-se em referencias externas
- É comum serem: imaturos, ingênuos, ambíguos, opositores, com conceito baixo, negligentes com as questões dos outros, terem poucos ou nenhum amigo, serem isolados do grupo.
- Interagem melhor com adultos do que com pares
- Tem dificuldade em engajar-se na conversa do grupo por não compreenderem as questões, o tema, o interesse comum do grupo
- Podem apresentar comportamento inapropriado
- A atenção pode ser falha. Pode apresentar impulsividade e agitação motora
- A memoria de trabalho visual, memoria episódica e memoria implícita são alteradas
- Dificuldade para planejar, organizar, perceber o tempo, raciocínio fluido, raciocínio de causa e efeito, situações novas e resoluções de problemas
- Não completam atividades
- Não esperam sua vez
- Não focam o estimulo solicitado
- não seguem direções ou instruções
- Agem sem pensar
- Insistem numa mesma atividade ou brincadeira
- Tem dificuldade em parar um comportamento, necessitando de intervenção para isso
- Podem ficar olhando para a janela, com olhar apático
- Há grande impacto no rendimento escolar
- Usam palavras sem compreende-las
- Dificuldade para entender instruções
- Não compreender linguagem figurativa
- Há verbalização excessiva, com repetições
- Uso estereotipado de expressões
- Desabilidade na leitura de expressões faciais, gestos ou compreensão de tons de voz
- Precisam de ajuda para serem independentes
- A socialização é comprometida, precisando de treino constante e mediação de um adulto

Avaliação: Anamnese, Testes neuropsicológicos, Avaliação de aspectos psicoeducacionais, Avaliação de aspectos socioemocionais

Três sinais obrigatórios para diagnostico:
QIv > QIe
Dificuldade em matemática, melhores em leitura

Fonte :http://psicanalista1.blogspot.com.br/2015/08/tanv.html

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Meu irmão é autista (ESPECIAL: Conscientização Autista 02 de Abril)

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TANV – Transtorno de aprendizagem não verbal

Alerta : Ao estudar TANV e em entrevista com paciente com transtorno percebi á semelhança com Autismo e realmente há uma grande semelhança, só não podem ser confundidos nunca.
‪#‎Alguns‬ dos sintomas apresentados neste transtorno são muito parecidos com o de crianças com autismo ou síndrome de Asperger, devido aos déficits nas habilidades sociais.

TANV – Transtorno de aprendizagem não verbal
Ainda pouco conhecido, o TANV é um tipo específico de Transtorno de Aprendizagem Não-Verbal que afeta a criança desde o seu nascimento, e acarreta déficits nos domínios cognitivo, social, emocional, psicomotor, espacial, tátil e visual, impactando significativamente a aprendizagem. Crianças com TANV apresentam capacidade intelectual dentro ou acima da média, boa memória, e bom relacionamento com pessoas adultas, mas apesar dessas habilidades, devido aos déficits nas áreas acima citadas, terão prejuízos diversos. Vale ressaltar que os estudos sobre o TANV só tiveram inicio na década de 80, por isso, muitas vezes o diagnostico é realizado tardiamente.
Alguns dos sintomas apresentados neste transtorno são muito parecidos com o de crianças com autismo ou síndrome de Asperger, devido aos déficits nas habilidades sociais.
Do ponto de vista pedagógico, crianças com este transtorno apresentam prejuízo na compreensão e interpretação de texto (as habilidades de decodificação da leitura e memória verbal encontram-se preservadas). Nos conceitos matemáticos e na resolução de problemas há prejuízo, e embora os conceitos concretos, objetivos e simples sejam facilmente entendidos, quando há necessidade de análise e integração mais complexa, o entendimento fica comprometido.
As dificuldades mais expressivas são observadas nas seguintes áreas:
- Viso-espacial: Dificuldade em distinguir diferenças entre formas, tamanhos, quantidades e comprimentos, com dificuldade também em calcular distâncias;
- Motricidade: Prejuízo na coordenação motora fina (escrever, desenhar, recortar, amarrar os sapatos, dentre outras), e equilíbrio (andar de bicicleta, praticar esportes). Crianças com TANV costumam ser desajeitadas e deixam objetos cair com frequência.
- Linguagem: Dificuldade em compreender a linguagem corporal e expressões faciais. Fala repetitiva e descontextualizada, com entonação e modulação do volume pobre.
- Orientação espacial e percepção: Como há dificuldade em assimilar a orientação espacial, apresenta prejuízo nos trabalhos com mapas e quebra-cabeça. Na matemática há troca dos símbolos das operações e a grafia e organização com as atividades são criticadas.
- Interação social: Poucos amigos devido à interpretação literal de eventos e inabilidade em perceber pistas não verbais, que são relevantes nas interações sociais. É importante ressaltar que a resistência na mudança de rotina os torna menos flexíveis para lidar com as constantes modificações impostas pelo ambiente social.
- Aprendizagem escolar: Dificuldade na matemática, educação física e educação artística. Dificuldade também para entender as aulas, textos ou enunciados de questões.
A intervenção no processo de aprendizagem da criança com TANV exige a parceria entre família, escola e especialistas. O Psicopedagogo é o facilitador neste processo, reconhecendo as capacidades e habilidades, e desenvolvendo estratégias que facilitem a aprendizagem. É importante ressaltar a importância do trabalho com métodos tradicionais, enfatizando as habilidades de memorização verbal, devido aos déficits nos processos intuitivos, excluindo as abordagens Construtivistas e Sócio-Construtivistas. A intervenção deverá englobar os aspectos psicopedagógicos, fonoaudiológicos e psicológicos.
A avaliação de uma criança com TANV deve ser realizada por equipe multidisciplinar, a partir dos instrumentos neuropsicológicos que compreendem os domínios da inteligência, desempenho escolar, habilidades sensório-motoras, processamento viso-espacial, matemática e funcionamento psicossocial.
Celeste Chicarelli – celestechicarelli@hotmail.com
Pedagoga – Especialista em Psicopedagogia/Neuroeducação/Neuropsicologia
Screener da Síndrome de Irlen
Tutor Cogmed – Treino Cognitivo

Como detectar transtornos de aprendizagem

Problemas com métodos de ensino são os que mais afetam o desempenho das crianças (Foto: Welinton/SXC.hu)

Pesquisas mostram que, em países em desenvolvimento cerca de 40% dos alunos de séries iniciais têm dificuldades de aprendizagem. Destes, apenas 6% têm distúrbios de origem neurobiológica
AMANDA POLATO

Em toda sala de aula, há estudantes que aprendem com mais facilidade e outros que têm dificuldade para acompanhar as lições. Ninguém está a salvo de tirar notas baixas vez ou outra. Mas o que fazer quando os problemas são persistentes? Há quem fique anos sem conseguir se adaptar ao ritmo das turmas ou mesmo aprender o básico – ler e escrever. Pais e professores são os primeiros a perceber sinais de que algo não vai bem. Porém, nem sempre conseguem identificar as causas do problema.

Em geral, os docentes não são preparados para perceber o que impede o aprendizado dos alunos, diz Sandra Torresi, professora de neuropsicologia na Universidade de Morón, na Argentina. Ela diz que eles não são obrigados a fazer diagnósticos, até porque isso depende da avaliação de diversos profissionais, como psicopedagogos, fonoaudiólogos, neuropsicólogos, neurologistas, psiquiatras, entre outros. “Mas ainda falta compreensão sobre o processo de aprendizado em si. Muitos professores não conhecem nem o desenvolvimento normal das crianças. E só ensina bem quem sabe como se aprende”, afirma Sandra.
No Brasil e em outros países em desenvolvimento, pesquisadores estimam que de 40% a 42% dos alunos nas séries iniciais tenham dificuldades para aprender. Destes, 4% a 6% têm transtornos de origem neurobiológica.
As dificuldades no aprendizado podem decorrer de falhas no método de ensino e no ambiente escolar. Também podem pesar fatores relacionados à vida familiar e a condições psicológicas da criança.
Nos transtornos ou distúrbios de aprendizagem, há problemas em áreas específicas do cérebro. “Há uma característica de origem genética, neurobiológica. A criança nasce com uma falha de processamento. Não quer diz que não vá aprender, ela vai, só que de uma forma diferente”, diz Sylvia Ciasca, livre-docente em neurologia infantil na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do Laboratório de Dificuldades, Distúrbios de Aprendizagem e Transtornos da Atenção (Disapre) da instituição. Segundo a professora, os distúrbios são mais raros que as dificuldades escolares.
Rosa Maria Junqueira Scicchiato, psicopedagoga e professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), diz que, em sua experiência de atendimento clínico, é mais comum se deparar com problemas do sistema educacional. “Já vi casos de meninos que não sabiam ler e escrever porque nunca ninguém tinha sentado com eles e ensinado. Apenas isso. Não tinham nenhum transtorno. Foi só dar atenção, usar método adequado, e eles aprenderam.” Para ela, salas lotadas e formação de professores deficientes em todo país são os maiores vilões do ensino.
Quais são os principais transtornos
As pesquisas científicas sobre distúrbios de aprendizagem são relativamente recentes – ganharam relevância a partir dos anos 1980. Ainda não existem testes padronizados mundialmente para diagnosticá-los, embora haja referências importantes. Com isso, é difícil encontrar crianças com diagnóstico fechado de outros transtornos além dos mais conhecidos como dislexia e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou sem Hiperatividade (TDA).
A dislexia é um distúrbio específico das operações relacionadas ao reconhecimento das palavras, segundo definição do livro Transtornos da Aprendizagem: Abordagem neurobiológica e multidisciplinar, da neuropediatra brasileira Newra Tellechea Rotta e outros autores (Editora Artmed). Os disléxicos têm dificuldade para identificar as letras com precisão e velocidade e para formar as sílabas. Há diferentes graus de comprometimento e os sintomas variam conforme a idade. Crianças em fase escolar costumam sofrer para adquirir a habilidade de leitura e escrita e, quando conseguem, fazem tudo num ritmo mais lento que os colegas. Para elas, são atividades penosas copiar textos da lousa, escrever redações e fazer provas dissertativas.
Um adulto com dislexia apresenta falhas principalmente no hemisfério esquerdo do cérebro e em regiões parietais – áreas responsáveis pelo processamento da linguagem. Elas acabam sendo menos ativadas do que deveriam no momento da leitura e da escrita. Com tratamento, o disléxico consegue aumentar a ativação das regiões, mas nunca da mesma maneira que uma pessoa sem o transtorno. Sylvia Ciasca, da Unicamp, afirma que o cérebro é capaz de se adaptar e encontrar outras formas de cumprir suas funções.
>> Reconheça sinais de dificuldades de aprendizagem do seu filho
>> “Sofri muito bullying”, diz adolescente com dislexia
O TDAH e TDA não são definidos, necessariamente, como transtornos de aprendizagem, mas, por afetar a atenção e concentração – aspectos essenciais para os estudos – geralmente causam dificuldades. Além disso, é comum a coexistência de distúrbios. “De cada 100 crianças com TDAH, 10 a 15 também apresentam outro transtorno de aprendizagem”, diz Luis Augusto Rohde, livre-docente pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e professor de psiquiatria da infância e adolescência na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Segundo ele, há grande diferença entre uma pessoa com algum grau de agitação e uma desatenta e hiperativa. “Passa a ser problema de saúde quando traz prejuízos na vida do indivíduo.” A criança com o transtorno tem sintomas persistentes em diversos ambientes – na escola, com a família e os amigos. Está praticamente todo tempo em movimento e sofre para se focar em apenas uma atividade.
Outros distúrbios – menos diagnosticados, porém cada vez mais estudados – são as discalculias, as disgrafias e o transtorno não verbal.
Um estudante com discalculia é aquele incapaz de aprender matemática. Não se trata de dificuldades pontuais em algumas séries em que a disciplina fica mais exigente, mas da impossibilidade de aprender conceitos básicos. “A criança com o transtorno pensa em outra lógica e não consegue, por exemplo, transformar quantidades em números ou entender que a sequência numérica é da esquerda para a direita”, afirma Ângelo Rezende, neurologista da infância e adolescência e pesquisador da Universidade de São Paulo. Ele conta o caso de uma menina de 9 anos, com quadro grave de discalculia, que decorou os números, mas não tinha entendido o que representavam. Para ela, cada um deles era um personagem diferente em uma história. Estudos com ressonância mostram que, no cérebro das crianças com discalculia, há menor ativação nas regiões pré-frontal e parietal durante as tarefas de cálculo.
As disgrafias são os transtornos relacionados à escrita. São causados por falhas em áreas do cérebro responsáveis pela parte motora fina (lobo frontal). As pessoas com dificuldades nesse campo não conseguem controlar plenamente pequenos músculos em suas mãos. Os problemas da escrita atrapalham a comunicação e exigem muito esforço dos estudantes, que, por vezes, ficam com pouca energia para prestar atenção no conteúdo do texto. “Normalmente, o computador é um grande aliado no tratamento dessas crianças”, afirma Sandra Torresi, da Universidade de Morón.
O transtorno não verbal (Tanv) é um tipo raro de distúrbio e está ligado a procedimentos de estudos. A psiquiatra Gabriela Dias, especialista em saúde mental e desenvolvimento infantil pela Santa Casa do Rio de Janeiro, diz que o Tanv afeta principalmente a coordenação motora, a percepção sensorial e espacial e as habilidades sociais. Alguns dos sintomas são semelhantes aos de crianças com autismo e síndrome de Asperger. Elas costumam ter poucos amigos, fazem interpretação literal de eventos e mantêm conversas fora de contexto. Também têm dificuldades para analisar, organizar e sintetizar as informações.
Todos os especialistas ouvidos por ÉPOCA deixam claro que nenhuma criança com dificuldades de aprender ou distúrbios tem inteligência abaixo do normal. Elas precisam apenas de outras estratégias e, muitas vezes, de atendimento especializado para avançar nos estudos. “Quando não conseguem aprender, as crianças sofrem. E são chamadas de desinteressadas, preguiçosas, burras”, diz Sandra Torresi. “Elas precisam de atenção, métodos de ensino adequados, estímulos positivos e que alguém mostre a elas o que fazem bem, não apenas no que vão mal.”

Diferenças entre Síndrome de Asperger e TDAH

As diferenças entre Asperger e TDAH são sutis, mas distinta. Saber diferenciar entre os dois é importante para os pais e os avaliadores.Síndrome de Asperger e TDAH têm muitas semelhanças superficiais. Ambos podem envolver problemas de comportamentos de desatenção . Na verdade, as crianças com transtornos do espectro do autismo (TEA) são freqüentemente diagnosticados com TDAH antes de um diagnóstico de autismo de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. No entanto, as duas condições não são as mesmas. É importante para os avaliadores serem capazes de fazer um diagnóstico diferencial completo entre TDAH e Asperger. Também é importante que os pais sejam capazes de dizer a diferença em seus próprios filhos que têm ambos os diagnósticos. 

ASPERGER E TDAH NA COMUNICAÇÃO
Por definição, Asperger não inclui qualquer atraso significativo na linguagem (em oposição ao autismo). Entretanto, aqueles com Asperger tendem a ter diferenças marcantes na forma como eles usam a linguagem e tendem a ter deficiências de linguagem que não são normalmente encontrados em crianças com inteligência acima da média ou que têm apenas TDAH .
Aqueles com Asperger tendem a ter deficiências na sua compreensão da linguagem não-literal, como gírias ou significados implícitos. Eles também tendem a ser mais detalhados e ter conversas mais unilateral que são movidos por seus próprios tópicos de interesse. Eles têm mais dificuldades para fazer mudanças em conversas ou falar sobre um tema de interesse de outro alguém. Aqueles com Asperger às vezes também exibe menos de inflexão em sua voz. Em contraste, aqueles com TDAH podem ter interesses que eles gostam de falar e eles podem amar falar, mas suas conversas são mais recíprocas. Eles podem revezar-se de conversação e eles podem mudar de assunto para acomodar os interesses dos outros mais facilmente. Aqueles com TDAH também não tendem a ter deficiências específicas em sua compreensão e uso de linguagem não-literal e falar com tom normal de voz. DIFERENÇAS DE SOCIALIZAÇÃO COM TDAH E DE ASPERGER

Aqueles com Asperger tendem a ter dificuldade em interpretar comunicação não-verbal e as nuances mais sutis de situações sociais. Por exemplo, eles não podem facilmente distinguir entre os comportamentos que podem ser adequados em um cenário e não em outro, ou eles podem ter dificuldades em interpretar expressões faciais ou posturas dos outros. Em contraste, aqueles com TDAH podem se distrair e não prestar atenção tanto a essas coisas, mas eles entendem e interpretam adequadamente. Enquanto que aqueles com TDAH pode ser mais impulsivos e menos atento às necessidades de outros, resultando em mais 'maus comportamentos', eles podem facilmente considerar as perspectivas dos outros e eles facilmente participam em mais reciprocidade, ou dupla-face, nas interações sociais. Em contraste, aqueles com Asperger tendem a ser mais excêntricos e unilateral em sua abordagem para os outros. Não é que eles são indiferentes aos outros, mas que eles realmente têm uma dificuldade em considerar a perspectiva dos outros. MAIS SOBRE ESTE 
Crianças Asperger e outras informações úteis para o diagnóstico
CONDIÇÕES COMORBIDADE ASPERGER
As dificuldades linguísticas e sociais para as crianças com Asperger tendem a resultar em prevenção de muitas situações sociais. Eles têm um monte de problemas e muitas vezes não entendem o porquê. Muitas situações sociais se tornam de uma forma muito estressante, especialmente com os colegas, e eles podem preferir adultos. Especificamente, é muitas vezes necessário o ensino de habilidades sociais para crianças com autismo . Crianças com TDAH podem ter conflitos de pares por causa de dificuldades de comportamento, no entanto, eles são mais socialmente orientadas.

DIFERENÇAS SENSORIAIS EM ASPERGER E TDAH

Todas as pessoas tendem a ter temas preferenciais de interesses ou atividades. No entanto, para aqueles com síndrome de Asperger, essas coisas muitas vezes pode ser abrangente e ficar no caminho de mais rotinas funcionais. Seus temas preferidos ou atividades também tendem a ter uma qualidade sensorial buscando a eles (muitas vezes visual ou tátil) e incluem a repetição. Eles também podem ser excessivamente sensível a coisas como som e eles tendem a se facilmente sobrecarregados com a entradas sensórias.
Crianças com TDAH costumam responder melhor às experiências que são altamente estimulantes. É por isso que eles podem se sentar por horas jogando um jogo de vídeo game, já enquanto assistem aula n a escola pode ser muito difícil. No entanto, eles tendem a processar a entrada sensorial de um modo típico. Aqueles com TDAH não necessariamente buscam experiências sensoriais de uma forma repetitiva ou excêntrica. Asperger Vs TDAH
Asperger inclui muitas dificuldades de comunicação, social, e as dificuldades sensoriais que são distintas no TDAH. Enquanto os dois distúrbios podem resultar em dificuldades comportamentais e sociais, é importante para os cuidadores e essencial para os avaliadores olhar além da superfície e distingui-las. 
AS AVALIAÇÕES QUE DEVIDAMENTE DIFERENCIAM ENTRE ASPERGER E TDAH PODE LEVAR A INTERVENÇÕES MAIS ADEQUADAS PARA AS CRIANÇAS.

Referências:Associação Americana de Psiquiatria. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais Revisão Edição de Texto IV. 2000Read more at Suite101: Diferença entre Síndrome de Asperger e TDAH |Suite101.com http://suite101.com/…/difference-between-aspergers-and-adhd…

terça-feira, 3 de maio de 2016

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Autismo



Vamos falar sobre o autismo?
Estima-se que o Brasil tenha 2 milhões de autistas. São quase 25 estádios de futebol como o Mané Garrincha, em Brasília, lotados. Este número, apesar de alarmante, pode até ser maior, já que por aqui não existem pesquisas recentes sobre o assunto. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, a cada 68 crianças que nascem, uma tem TEA (Transtorno do Espectro do Autismo).
“Não se fala mais em autismo e, desde 2013, a denominação correta é TEA, de acordo com o DSM5, que é um manual de diagnóstico de transtornos mentais”, explica Fabiane Biazus psicopedagoga especializada em Educação Especial.
Para que mais e mais pessoas tenham acesso a informações sobre o transtorno, a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu, em 2007, que o dia 02 de abril é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Nesta data, diversos monumentos no mundo todo são coloridos de azul e, quem quer demonstrar apoio à causa, se veste de azul.
Existem alguns sinais de alerta para o TEA, como aparente falta de interesse, risadas sem razão e ausência de contato visual. E foi exatamente isso o que chamou a atenção de Bianca da Luz, 30 anos, para a possibilidade de o filho Erick ser portador do TEA.
“Percebi muito cedo, logo nos primeiros meses, que o Erick não me olhava durante a mamada. Justo naquele momento tão rico e único, ele olhava para os meus cabelos, minha roupa. Menos nos olhos. Às vezes olhava quando chamávamos pelo nome, às vezes não. Mas logo depois de ele completar um aninho, ficou muito clara a diferença dele e da irmã, Bárbara, que é 1 ano e 8 meses mais velha. Ele quase nunca respondia quando chamado, ria sozinho, não olhava nos olhos, não brincava com a mana”, conta Bianca.
Mesmo com os sinais aparentes, Bianca hesitou em procurar ajuda. “Uma criança é sempre diferente da outra e isso me consolou por algum tempo, achei que fosse uma fase, que iria passar. Até o dia que ele brincava na sala e, de repente, sumiu. Chamei, chamei, procurei, a mana também procurou e nada. Até que a Bárbara chamou ‘mamãe, achei!’. Ele estava embaixo de uma mesinha, estático, sem piscar, virado para a parede. Chamava e ele não reagia. Ali percebi que não podia mais negar. Precisávamos de ajuda.”
Com 1 ano e 8 meses, Erick recebeu o diagnóstico. “Antigamente, era comum o diagnóstico ser feito por volta dos 3 anos, que é quando a criança percebe a outra e o TEA acabava não percebendo. Hoje está muito fácil, existem crianças que são diagnosticadas com 1 ano e 10 meses, mas a maioria com 2 anos – porque é quando a criança deveria começar a falar e não fala”, explica Fabiane.
Existem alguns sintomas (veja o quadro) que são sinais de alerta para que as pessoas identifiquem essas características nas crianças. “Não significa que ela é TEA, mas, caso a criança apresente estas características, deve procurar auxílio e tratamento, porque algo tem” alerta a psicopedagoga.
sinais de alerta
Feito o diagnóstico do TEA, o tratamento é multiprofissional: conta com fonoaudióloga, terapeuta ocupacional e psicopedagoga, entre outros. Há também grandes avanços que já foram comprovados com musicoterapia, natação e equinoterapia.
Hoje, Erick tem 3 anos. Três vezes por semana, frequenta a escola especial, com atendimento intercalado entre fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, psicóloga e pedagoga. E, todas as tardes, vai na escolinha regular, onde convive com crianças típicas da idade dele – contando com a ajuda de uma monitora para que ele não se isole da turma.
“Graças ao diagnóstico precoce e aos profissionais que cruzaram nosso caminho, o Erick já evoluiu muito. Já olha nos olhos, responde quando chamado 90% das vezes, já responde à dor e tenta bravamente a interação com a Bárbara e outras crianças, mesmo que precise se isolar um pouco depois, em forma de refúgio, para descansar de tantos estímulos”, conta Bianca.
Alertar para o diagnóstico precoce talvez seja a maior tarefa do dia 02 de abril. “Este dia é importante para chamar a atenção, para que a gente possa ter mais pesquisas, para o diagnóstico precoce, para a inclusão”, comenta Fabiane.
Para os pais de crianças com TEA, a dica da psicopedagoga é “não esperem que o trabalho seja feito só dentro do consultório, essas crianças têm que ser trabalhadas dia a dia, para que elas possam ter uma vida digna, sejam cada vez mais independentes e convivam em sociedade”.
Conviver em sociedade, que parece tão simples, é um dos maiores desafios para Bianca. “Temos muitos dedos apontados no lugar de mãos estendidas e isso, só isso, é o que torna nossos dias mais difíceis. Sempre que o Erick tem algum comportamento como falta de paciência ou fica nervoso por conta de uma música alta no supermercado, por exemplo, e escuto comentários maldosos ou vejo caretas, gostaria de dizer que o meu filho tem autismo e tem muita vontade de viver no nosso mundo, mas a dificuldade de interação e a falha da comunicação não permitem. Gostaria de dizer que, se nós tivéssemos tido a chance de conviver com crianças especiais, como nossos filhos têm hoje com a política de inclusão, seríamos pessoas melhores, mais tolerantes e preparadas para lidar com essa sociedade de pessoas muito diferentes”.