quarta-feira, 4 de maio de 2016

Como detectar transtornos de aprendizagem

Problemas com métodos de ensino são os que mais afetam o desempenho das crianças (Foto: Welinton/SXC.hu)

Pesquisas mostram que, em países em desenvolvimento cerca de 40% dos alunos de séries iniciais têm dificuldades de aprendizagem. Destes, apenas 6% têm distúrbios de origem neurobiológica
AMANDA POLATO

Em toda sala de aula, há estudantes que aprendem com mais facilidade e outros que têm dificuldade para acompanhar as lições. Ninguém está a salvo de tirar notas baixas vez ou outra. Mas o que fazer quando os problemas são persistentes? Há quem fique anos sem conseguir se adaptar ao ritmo das turmas ou mesmo aprender o básico – ler e escrever. Pais e professores são os primeiros a perceber sinais de que algo não vai bem. Porém, nem sempre conseguem identificar as causas do problema.

Em geral, os docentes não são preparados para perceber o que impede o aprendizado dos alunos, diz Sandra Torresi, professora de neuropsicologia na Universidade de Morón, na Argentina. Ela diz que eles não são obrigados a fazer diagnósticos, até porque isso depende da avaliação de diversos profissionais, como psicopedagogos, fonoaudiólogos, neuropsicólogos, neurologistas, psiquiatras, entre outros. “Mas ainda falta compreensão sobre o processo de aprendizado em si. Muitos professores não conhecem nem o desenvolvimento normal das crianças. E só ensina bem quem sabe como se aprende”, afirma Sandra.
No Brasil e em outros países em desenvolvimento, pesquisadores estimam que de 40% a 42% dos alunos nas séries iniciais tenham dificuldades para aprender. Destes, 4% a 6% têm transtornos de origem neurobiológica.
As dificuldades no aprendizado podem decorrer de falhas no método de ensino e no ambiente escolar. Também podem pesar fatores relacionados à vida familiar e a condições psicológicas da criança.
Nos transtornos ou distúrbios de aprendizagem, há problemas em áreas específicas do cérebro. “Há uma característica de origem genética, neurobiológica. A criança nasce com uma falha de processamento. Não quer diz que não vá aprender, ela vai, só que de uma forma diferente”, diz Sylvia Ciasca, livre-docente em neurologia infantil na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do Laboratório de Dificuldades, Distúrbios de Aprendizagem e Transtornos da Atenção (Disapre) da instituição. Segundo a professora, os distúrbios são mais raros que as dificuldades escolares.
Rosa Maria Junqueira Scicchiato, psicopedagoga e professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), diz que, em sua experiência de atendimento clínico, é mais comum se deparar com problemas do sistema educacional. “Já vi casos de meninos que não sabiam ler e escrever porque nunca ninguém tinha sentado com eles e ensinado. Apenas isso. Não tinham nenhum transtorno. Foi só dar atenção, usar método adequado, e eles aprenderam.” Para ela, salas lotadas e formação de professores deficientes em todo país são os maiores vilões do ensino.
Quais são os principais transtornos
As pesquisas científicas sobre distúrbios de aprendizagem são relativamente recentes – ganharam relevância a partir dos anos 1980. Ainda não existem testes padronizados mundialmente para diagnosticá-los, embora haja referências importantes. Com isso, é difícil encontrar crianças com diagnóstico fechado de outros transtornos além dos mais conhecidos como dislexia e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou sem Hiperatividade (TDA).
A dislexia é um distúrbio específico das operações relacionadas ao reconhecimento das palavras, segundo definição do livro Transtornos da Aprendizagem: Abordagem neurobiológica e multidisciplinar, da neuropediatra brasileira Newra Tellechea Rotta e outros autores (Editora Artmed). Os disléxicos têm dificuldade para identificar as letras com precisão e velocidade e para formar as sílabas. Há diferentes graus de comprometimento e os sintomas variam conforme a idade. Crianças em fase escolar costumam sofrer para adquirir a habilidade de leitura e escrita e, quando conseguem, fazem tudo num ritmo mais lento que os colegas. Para elas, são atividades penosas copiar textos da lousa, escrever redações e fazer provas dissertativas.
Um adulto com dislexia apresenta falhas principalmente no hemisfério esquerdo do cérebro e em regiões parietais – áreas responsáveis pelo processamento da linguagem. Elas acabam sendo menos ativadas do que deveriam no momento da leitura e da escrita. Com tratamento, o disléxico consegue aumentar a ativação das regiões, mas nunca da mesma maneira que uma pessoa sem o transtorno. Sylvia Ciasca, da Unicamp, afirma que o cérebro é capaz de se adaptar e encontrar outras formas de cumprir suas funções.
>> Reconheça sinais de dificuldades de aprendizagem do seu filho
>> “Sofri muito bullying”, diz adolescente com dislexia
O TDAH e TDA não são definidos, necessariamente, como transtornos de aprendizagem, mas, por afetar a atenção e concentração – aspectos essenciais para os estudos – geralmente causam dificuldades. Além disso, é comum a coexistência de distúrbios. “De cada 100 crianças com TDAH, 10 a 15 também apresentam outro transtorno de aprendizagem”, diz Luis Augusto Rohde, livre-docente pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e professor de psiquiatria da infância e adolescência na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Segundo ele, há grande diferença entre uma pessoa com algum grau de agitação e uma desatenta e hiperativa. “Passa a ser problema de saúde quando traz prejuízos na vida do indivíduo.” A criança com o transtorno tem sintomas persistentes em diversos ambientes – na escola, com a família e os amigos. Está praticamente todo tempo em movimento e sofre para se focar em apenas uma atividade.
Outros distúrbios – menos diagnosticados, porém cada vez mais estudados – são as discalculias, as disgrafias e o transtorno não verbal.
Um estudante com discalculia é aquele incapaz de aprender matemática. Não se trata de dificuldades pontuais em algumas séries em que a disciplina fica mais exigente, mas da impossibilidade de aprender conceitos básicos. “A criança com o transtorno pensa em outra lógica e não consegue, por exemplo, transformar quantidades em números ou entender que a sequência numérica é da esquerda para a direita”, afirma Ângelo Rezende, neurologista da infância e adolescência e pesquisador da Universidade de São Paulo. Ele conta o caso de uma menina de 9 anos, com quadro grave de discalculia, que decorou os números, mas não tinha entendido o que representavam. Para ela, cada um deles era um personagem diferente em uma história. Estudos com ressonância mostram que, no cérebro das crianças com discalculia, há menor ativação nas regiões pré-frontal e parietal durante as tarefas de cálculo.
As disgrafias são os transtornos relacionados à escrita. São causados por falhas em áreas do cérebro responsáveis pela parte motora fina (lobo frontal). As pessoas com dificuldades nesse campo não conseguem controlar plenamente pequenos músculos em suas mãos. Os problemas da escrita atrapalham a comunicação e exigem muito esforço dos estudantes, que, por vezes, ficam com pouca energia para prestar atenção no conteúdo do texto. “Normalmente, o computador é um grande aliado no tratamento dessas crianças”, afirma Sandra Torresi, da Universidade de Morón.
O transtorno não verbal (Tanv) é um tipo raro de distúrbio e está ligado a procedimentos de estudos. A psiquiatra Gabriela Dias, especialista em saúde mental e desenvolvimento infantil pela Santa Casa do Rio de Janeiro, diz que o Tanv afeta principalmente a coordenação motora, a percepção sensorial e espacial e as habilidades sociais. Alguns dos sintomas são semelhantes aos de crianças com autismo e síndrome de Asperger. Elas costumam ter poucos amigos, fazem interpretação literal de eventos e mantêm conversas fora de contexto. Também têm dificuldades para analisar, organizar e sintetizar as informações.
Todos os especialistas ouvidos por ÉPOCA deixam claro que nenhuma criança com dificuldades de aprender ou distúrbios tem inteligência abaixo do normal. Elas precisam apenas de outras estratégias e, muitas vezes, de atendimento especializado para avançar nos estudos. “Quando não conseguem aprender, as crianças sofrem. E são chamadas de desinteressadas, preguiçosas, burras”, diz Sandra Torresi. “Elas precisam de atenção, métodos de ensino adequados, estímulos positivos e que alguém mostre a elas o que fazem bem, não apenas no que vão mal.”

Diferenças entre Síndrome de Asperger e TDAH

As diferenças entre Asperger e TDAH são sutis, mas distinta. Saber diferenciar entre os dois é importante para os pais e os avaliadores.Síndrome de Asperger e TDAH têm muitas semelhanças superficiais. Ambos podem envolver problemas de comportamentos de desatenção . Na verdade, as crianças com transtornos do espectro do autismo (TEA) são freqüentemente diagnosticados com TDAH antes de um diagnóstico de autismo de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. No entanto, as duas condições não são as mesmas. É importante para os avaliadores serem capazes de fazer um diagnóstico diferencial completo entre TDAH e Asperger. Também é importante que os pais sejam capazes de dizer a diferença em seus próprios filhos que têm ambos os diagnósticos. 

ASPERGER E TDAH NA COMUNICAÇÃO
Por definição, Asperger não inclui qualquer atraso significativo na linguagem (em oposição ao autismo). Entretanto, aqueles com Asperger tendem a ter diferenças marcantes na forma como eles usam a linguagem e tendem a ter deficiências de linguagem que não são normalmente encontrados em crianças com inteligência acima da média ou que têm apenas TDAH .
Aqueles com Asperger tendem a ter deficiências na sua compreensão da linguagem não-literal, como gírias ou significados implícitos. Eles também tendem a ser mais detalhados e ter conversas mais unilateral que são movidos por seus próprios tópicos de interesse. Eles têm mais dificuldades para fazer mudanças em conversas ou falar sobre um tema de interesse de outro alguém. Aqueles com Asperger às vezes também exibe menos de inflexão em sua voz. Em contraste, aqueles com TDAH podem ter interesses que eles gostam de falar e eles podem amar falar, mas suas conversas são mais recíprocas. Eles podem revezar-se de conversação e eles podem mudar de assunto para acomodar os interesses dos outros mais facilmente. Aqueles com TDAH também não tendem a ter deficiências específicas em sua compreensão e uso de linguagem não-literal e falar com tom normal de voz. DIFERENÇAS DE SOCIALIZAÇÃO COM TDAH E DE ASPERGER

Aqueles com Asperger tendem a ter dificuldade em interpretar comunicação não-verbal e as nuances mais sutis de situações sociais. Por exemplo, eles não podem facilmente distinguir entre os comportamentos que podem ser adequados em um cenário e não em outro, ou eles podem ter dificuldades em interpretar expressões faciais ou posturas dos outros. Em contraste, aqueles com TDAH podem se distrair e não prestar atenção tanto a essas coisas, mas eles entendem e interpretam adequadamente. Enquanto que aqueles com TDAH pode ser mais impulsivos e menos atento às necessidades de outros, resultando em mais 'maus comportamentos', eles podem facilmente considerar as perspectivas dos outros e eles facilmente participam em mais reciprocidade, ou dupla-face, nas interações sociais. Em contraste, aqueles com Asperger tendem a ser mais excêntricos e unilateral em sua abordagem para os outros. Não é que eles são indiferentes aos outros, mas que eles realmente têm uma dificuldade em considerar a perspectiva dos outros. MAIS SOBRE ESTE 
Crianças Asperger e outras informações úteis para o diagnóstico
CONDIÇÕES COMORBIDADE ASPERGER
As dificuldades linguísticas e sociais para as crianças com Asperger tendem a resultar em prevenção de muitas situações sociais. Eles têm um monte de problemas e muitas vezes não entendem o porquê. Muitas situações sociais se tornam de uma forma muito estressante, especialmente com os colegas, e eles podem preferir adultos. Especificamente, é muitas vezes necessário o ensino de habilidades sociais para crianças com autismo . Crianças com TDAH podem ter conflitos de pares por causa de dificuldades de comportamento, no entanto, eles são mais socialmente orientadas.

DIFERENÇAS SENSORIAIS EM ASPERGER E TDAH

Todas as pessoas tendem a ter temas preferenciais de interesses ou atividades. No entanto, para aqueles com síndrome de Asperger, essas coisas muitas vezes pode ser abrangente e ficar no caminho de mais rotinas funcionais. Seus temas preferidos ou atividades também tendem a ter uma qualidade sensorial buscando a eles (muitas vezes visual ou tátil) e incluem a repetição. Eles também podem ser excessivamente sensível a coisas como som e eles tendem a se facilmente sobrecarregados com a entradas sensórias.
Crianças com TDAH costumam responder melhor às experiências que são altamente estimulantes. É por isso que eles podem se sentar por horas jogando um jogo de vídeo game, já enquanto assistem aula n a escola pode ser muito difícil. No entanto, eles tendem a processar a entrada sensorial de um modo típico. Aqueles com TDAH não necessariamente buscam experiências sensoriais de uma forma repetitiva ou excêntrica. Asperger Vs TDAH
Asperger inclui muitas dificuldades de comunicação, social, e as dificuldades sensoriais que são distintas no TDAH. Enquanto os dois distúrbios podem resultar em dificuldades comportamentais e sociais, é importante para os cuidadores e essencial para os avaliadores olhar além da superfície e distingui-las. 
AS AVALIAÇÕES QUE DEVIDAMENTE DIFERENCIAM ENTRE ASPERGER E TDAH PODE LEVAR A INTERVENÇÕES MAIS ADEQUADAS PARA AS CRIANÇAS.

Referências:Associação Americana de Psiquiatria. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais Revisão Edição de Texto IV. 2000Read more at Suite101: Diferença entre Síndrome de Asperger e TDAH |Suite101.com http://suite101.com/…/difference-between-aspergers-and-adhd…

terça-feira, 3 de maio de 2016

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Autismo



Vamos falar sobre o autismo?
Estima-se que o Brasil tenha 2 milhões de autistas. São quase 25 estádios de futebol como o Mané Garrincha, em Brasília, lotados. Este número, apesar de alarmante, pode até ser maior, já que por aqui não existem pesquisas recentes sobre o assunto. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, a cada 68 crianças que nascem, uma tem TEA (Transtorno do Espectro do Autismo).
“Não se fala mais em autismo e, desde 2013, a denominação correta é TEA, de acordo com o DSM5, que é um manual de diagnóstico de transtornos mentais”, explica Fabiane Biazus psicopedagoga especializada em Educação Especial.
Para que mais e mais pessoas tenham acesso a informações sobre o transtorno, a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu, em 2007, que o dia 02 de abril é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Nesta data, diversos monumentos no mundo todo são coloridos de azul e, quem quer demonstrar apoio à causa, se veste de azul.
Existem alguns sinais de alerta para o TEA, como aparente falta de interesse, risadas sem razão e ausência de contato visual. E foi exatamente isso o que chamou a atenção de Bianca da Luz, 30 anos, para a possibilidade de o filho Erick ser portador do TEA.
“Percebi muito cedo, logo nos primeiros meses, que o Erick não me olhava durante a mamada. Justo naquele momento tão rico e único, ele olhava para os meus cabelos, minha roupa. Menos nos olhos. Às vezes olhava quando chamávamos pelo nome, às vezes não. Mas logo depois de ele completar um aninho, ficou muito clara a diferença dele e da irmã, Bárbara, que é 1 ano e 8 meses mais velha. Ele quase nunca respondia quando chamado, ria sozinho, não olhava nos olhos, não brincava com a mana”, conta Bianca.
Mesmo com os sinais aparentes, Bianca hesitou em procurar ajuda. “Uma criança é sempre diferente da outra e isso me consolou por algum tempo, achei que fosse uma fase, que iria passar. Até o dia que ele brincava na sala e, de repente, sumiu. Chamei, chamei, procurei, a mana também procurou e nada. Até que a Bárbara chamou ‘mamãe, achei!’. Ele estava embaixo de uma mesinha, estático, sem piscar, virado para a parede. Chamava e ele não reagia. Ali percebi que não podia mais negar. Precisávamos de ajuda.”
Com 1 ano e 8 meses, Erick recebeu o diagnóstico. “Antigamente, era comum o diagnóstico ser feito por volta dos 3 anos, que é quando a criança percebe a outra e o TEA acabava não percebendo. Hoje está muito fácil, existem crianças que são diagnosticadas com 1 ano e 10 meses, mas a maioria com 2 anos – porque é quando a criança deveria começar a falar e não fala”, explica Fabiane.
Existem alguns sintomas (veja o quadro) que são sinais de alerta para que as pessoas identifiquem essas características nas crianças. “Não significa que ela é TEA, mas, caso a criança apresente estas características, deve procurar auxílio e tratamento, porque algo tem” alerta a psicopedagoga.
sinais de alerta
Feito o diagnóstico do TEA, o tratamento é multiprofissional: conta com fonoaudióloga, terapeuta ocupacional e psicopedagoga, entre outros. Há também grandes avanços que já foram comprovados com musicoterapia, natação e equinoterapia.
Hoje, Erick tem 3 anos. Três vezes por semana, frequenta a escola especial, com atendimento intercalado entre fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, psicóloga e pedagoga. E, todas as tardes, vai na escolinha regular, onde convive com crianças típicas da idade dele – contando com a ajuda de uma monitora para que ele não se isole da turma.
“Graças ao diagnóstico precoce e aos profissionais que cruzaram nosso caminho, o Erick já evoluiu muito. Já olha nos olhos, responde quando chamado 90% das vezes, já responde à dor e tenta bravamente a interação com a Bárbara e outras crianças, mesmo que precise se isolar um pouco depois, em forma de refúgio, para descansar de tantos estímulos”, conta Bianca.
Alertar para o diagnóstico precoce talvez seja a maior tarefa do dia 02 de abril. “Este dia é importante para chamar a atenção, para que a gente possa ter mais pesquisas, para o diagnóstico precoce, para a inclusão”, comenta Fabiane.
Para os pais de crianças com TEA, a dica da psicopedagoga é “não esperem que o trabalho seja feito só dentro do consultório, essas crianças têm que ser trabalhadas dia a dia, para que elas possam ter uma vida digna, sejam cada vez mais independentes e convivam em sociedade”.
Conviver em sociedade, que parece tão simples, é um dos maiores desafios para Bianca. “Temos muitos dedos apontados no lugar de mãos estendidas e isso, só isso, é o que torna nossos dias mais difíceis. Sempre que o Erick tem algum comportamento como falta de paciência ou fica nervoso por conta de uma música alta no supermercado, por exemplo, e escuto comentários maldosos ou vejo caretas, gostaria de dizer que o meu filho tem autismo e tem muita vontade de viver no nosso mundo, mas a dificuldade de interação e a falha da comunicação não permitem. Gostaria de dizer que, se nós tivéssemos tido a chance de conviver com crianças especiais, como nossos filhos têm hoje com a política de inclusão, seríamos pessoas melhores, mais tolerantes e preparadas para lidar com essa sociedade de pessoas muito diferentes”.

Corrente do Bem

Todos Nós Somos Especiais


 

Capoeira ajuda crianças com necessidades especiais na Roda da Igualdade em projeto social


Aulas do mestre Takinha inspiram e ajudam crianças carentes e projeto de inclusão ajuda desenvolvimento de talentos infantis em ação emocionante

Com síndrome de Down, participantes de oficina se 
destacam e conquistam etapas

Terminou ontem a oficina de capoeira no Lar Escola Rafael Maurício com destaque para dois participantes especiais. Você vai saber quem são logo abaixo.
Antes, é preciso dizer que 111 crianças e adolescentes receberam certificados.
Everson Lopes joga capoeira com o mestre Amaral em instituição.A oficina faz parte do Projeto Interação, realizado em parceria com a Secretaria Estadual de Esportes.
Segundo a diretora do lar, Silvia Almeida, no semestre passado as aulas foram de dança de rua.
Os alunos são integrantes de projetos desenvolvidos pelo lar escola em parceria com a Sebes (Secretaria Municipal do Bem-Estar Social).
Um deles, o projeto Atitude, atende crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, que frequentam escolas regulares e fazem as atividades no lar em horário oposto.
Outro, o Alegria, atende crianças e adolescentes com deficiências leves e com dificuldades de aprendizagem. Os 40 abrigados da instituição também participaram da oficina.
Para o professor e mestre em capoeira, Paulo Cesar Ferreira, conhecido como mestre Amaral, trabalhar com pessoas especiais foi uma experiência incrível. “Eles têm potencial, é visível o quanto gostam da capoeira”, comenta. Desde 1984 ele trabalha nessa área.
Para fazer a entrega dos certificados atletas que irão concorrer nos jogos regionais estiveram presentes ontem.
O professor de educação física e treinador da equipe, Alberto Sobrinho, acredita que a capoeira proporciona momentos em que todos se tornam igual. “Não há preconceito entre os parceiros e isso transmite segurança”, diz.
Integrantes da oficina, José Roberto Liberte e Everson Aparecido Lopes, ambos de 24 anos e com síndrome de Down, destacaram-se nas aulas e já conquistaram etapas. “José passou do primeiro cordão (verde) para o segundo (amarelo) e Everson foi do segundo para o terceiro (azul)”, diz mestre Amaral. Ele lamenta não continuar as aulas com essa turma. “O projeto não permite que seja a mesma oficina na seqüência.” E afirma que, se pudesse, daria aulas gratuitas.
“O ideal é conseguir uma boa parceria. Eles são apaixonados pela capoeira.”

Esporte e sua importância

O Esporte e a Capoeira na vida de pessoas com necessidades especiais

Que esporte é essencial à saúde isso sabemos, o que deveria ter maior divulgação é o esporte na vida de crianças e adultos com necessidades especiais.
Sabemos que esporte melhora a condição cardiovascular dos praticantes, aprimora a força, a agilidade, a coordenação motora, o equilíbrio e o repertório motor. No aspecto social, o esporte proporciona a oportunidade de sociabilização entre pessoas com e sem deficiências, além de torná-lo mais independente no seu dia a dia. Isso sem levar em conta a percepção que a sociedade passa a ter das pessoas com deficiência, acreditando nas suas inúmeras potencialidades.
No aspecto psicológico, o esporte melhora a autoconfiança e a autoestima, tornando-as mais otimistas e seguras para alcançarem seus objetivos. “O esporte é muito importante para o sentimento de que tudo é possível dentro das minhas limitações e adaptações para execução daquilo que desejo fazer ou praticar”, explica Ademir Cruz de Almeida, presidente da ABDF (Associação Brasileira de Desportos para Deficientes Físicos) e da WAFF Site externo (World Amputee Football Federation).
Os especialistas recomendam a prática do esporte de uma maneira equilibrada, respeitando as capacidades e as habilidades motoras de cada criança.
Pessoas com necessidades especiais demonstram uma melhora significativa com esporte, devemos incentivar e iniciar nossas crianças com necessidades a esportes como equitação, natação, dentre outros capoeira, talvez você nunca deva ter imaginado uma criança com paralisia cerebral jogar capoeira. Pois saiba isso é extremamente possível, há uma grande motivação na coordenação motora das pessoas e com carinho, respeito, dedicação e amor tudo é possível.
Você sabia, que com os pacientes que usam cadeira de rodas são feitos atividades de alongamento da coluna e relaxamento muscular.
Crianças com paralisia cerebral interagem com a música e os que utilizam prótese foram iniciados em movimentos básicos da capoeira, como o aú (estrelinha), o agachamento e a ginga.
A capoeira inclusiva é feita com pessoas cegas, surdas, com hidrocefalia, paralisia cerebral, déficit de aprendizagem e com idosos. “Queremos quebrar preconceitos, enfrentar as barreiras que essas pessoas encontram. Estimular uma cultura de paz. Esse projeto já foi levado para universidades, foi motivo de cursos, fóruns e palestras”. A capoeira estimula as crianças a vencerem seus próprios limites. Eraldo diz que, por onde anda, forma multiplicadores para que trabalhem a inclusão dentro das escolas. (extraído do site http://www.palmares.gov.br/?p=3001&lang=es)

By Ericka Vanessa





sábado, 30 de abril de 2016

Acesse Blog : http://psicopedagogadanielegalvao.blogspot.com.br/


PSICOPEDAGOGA DANIELE GALVÃO

Bióloga com Aperfeiçoamento profissional em Neurociência. Psicopedagoga Clínica em Institucional. Especialista em Distúrbios e Transtornos de Aprendizagem. Palestrante. Escritora.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Download Grátis de Livros sobre Inclusão

Educação Inclusiva: 11 livros para download gratuito
livros


LIVROS GRÁTIS DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA para serem baixados. Serão quase 20 títulos. Hoje começo com 11 títulos, veja abaixo.
Aproveitando, quero compartilhar algo. Acabei de fazer um curso que amei chamado LEIA MAIS PAGANDO MENOS. Ele tem um método no qual consigo ter de 15 até 74% de descontos em qualquer livro, sem comprar em sebos ou ficar pedindo desconto em “porta em porta”, seja ele recém lançado ou não.
Fica aqui a dica, clique aqui e conheça o curso!

“O PROFESSOR E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA: FORMAÇÃO, PRÁTICAS E LUGARES” – MIRANDA, T. G.; GALVÃO FILHO, T. A. (Org.).

“PESQUISA NACIONAL DE TECNOLOGIA ASSISTIVA” – GALVÃO FILHO, T. A., GARCIA, J. C. D.
“AS TECNOLOGIAS NAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INCLUSIVAS” – GIROTO, C. R. M.; POKER, R. B.; OMOTE, S.. (Org.).

“EDUCAÇÃO INCLUSIVA, DEFICIÊNCIA E CONTEXTO SOCIAL: QUESTÕES CONTEMPORÂNEAS”– GALVÃO, N. C. S. S.; MIRANDA, T. G.; BORDAS, M. A.; DIAZ, F (Org.).

“ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR” – PIMENTEL, S. C. (Org.).

“TECNOLOGIA ASSISTIVA” – COMITÊ DE AJUDAS TÉCNICAS/SDH/PR.

“TECNOLOGIA ASSISTIVA PARA UMA ESCOLA INCLUSIVA: APROPRIAÇÃO, DEMANDAS E PERSPECTIVAS” – GALVÃO FILHO, T. A.

“TECNOLOGÍA ASISTIVA EN ENTORNO INFORMÁTICO: RECURSOS PARA LA AUTONOMÍA E INCLUSIÓN SOCIOINFORMÁTICA DE LA PERSONA CON DISCAPACIDAD” – GALVÃO FILHO, T. A.; DAMASCENO, L. L.

“TECNOLOGIA ASSISTIVA NAS ESCOLAS: RECURSOS BÁSICOS DE ACESSIBILIDADE SÓCIO-DIGITAL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA” – Instituto de Tecnologia Social – ITS BRASIL (Org.).

“INCLUSÃO DIGITAL E SOCIAL DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA” – GALVÃO FILHO, T. A.; HAZARD, D.; REZENDE, A. L. A.

“AMBIENTES COMPUTACIONAIS E TELEMÁTICOS NO DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS PEDAGÓGICOS COM ALUNOS COM PARALISIA CEREBRAL” – GALVÃO FILHO, T. A.

Um boa leitura!
Prof. Emílio Figueira

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Dillan’s Voice- LEGENDADO

ELE TEM AUTISMO E SÓ CONSEGUIU FALAR AGORA. E O QUE ELE DIZ É UMA IMENSA LIÇÃO DE VIDA



Dillan tem autismo e suas limitações de comunicação são enormes. Mas com o auxílio da tecnologia e programas especiais que permitem que ele se expresse, Dillan conseguiu se conectar com mais profundidade nas pessoas que ele ama.
O que ele tinha para dizer é simplesmente uma lição de vida! Confira: