segunda-feira, 4 de abril de 2016

Saiba mais....

CRIANÇA DESAFIANTE
O QUE É O TRANSTORNO OPOSITIVO-DESAFIANTE?
Quando o comportamento de uma criança é frequentemente rebelde e desafiante, ela pode ser diagnosticada como sendo portadora do Transtorno Opositivo-Desafiante.
Mas aí ocorrem alguns fatores de confusão diagnóstica. Mas antes, vamos ver quais são os “critérios diagnósticos” para o TOD definido pelo Manual de Diagnóstico da Associação Americana de Psiquiatria (DSM-5):
A criança apresenta um padrão de comportamento negativista, hostil e desafiante que dure, pelo menos, 6 meses, durante o qual 4 ou mais dos sintomas abaixo estão presentes:
1.    Muitas vezes perde a calma
2.    Freqüentemente discute com adultos
3.    Muitas vezes ativamente desafia ou se recusa a cumprir as regras ou comandos dos adultos
4.    Muitas vezes incomoda as pessoas deliberadamente
5.    Muitas vezes culpa os outros por seus próprios erros ou mau comportamento
6.    É suscetível ou facilmente aborrecido pelos outros
7.    Frequentemente apresenta raiva e ressentimento
8.    Frequentemente é  rancoroso ou vingativo
Pelo que podemos concluir, uma criança com TOD é uma criança “mal-educada”, respondona, metida, birrenta e rebelde.
Este padrão de comportamento é uma doença? É decorrente de uma educação ineficiente? É uma associação entre uma educação mal conduzida em uma criança de temperamento difícil? Ou é só uma criança difícil de lidar?
Na verdade, o diagnóstico do TOD é feito a partir de um conjunto de comportamentos, mas as causas são multifatoriais, ou seja, diversos fatores, desde a genética até problemas na educação, podem estar por trás do quadro clínico. O fator complicador é que raramente uma criança tem um TOD isolado. Segundo 2 famosos pesquisadores de Harvard (Faraone e Biederman) o TOD é uma patologia que raramente vem sozinha:
  • 80% destas crianças também tem TDAH.
  • 30% tem Depressão Severa associada.
  • 20% tem Transtorno Bipolar.
  • 21 % das crianças com TOD tem um Transtorno de Linguagem.
  • 38% destas crianças tem um Transtorno de Ansiedade.
A pergunta é: com tamanha comorbidade (80% das crianças com TOD tem TDAH, enquanto 60% das crianças com TDAH tem TOD) o TOD é uma doença em si ou é um conjunto de comportamentos que decorrem de outras patologias?
Não há uma resposta única ou concensual para esta pergunta. Entretanto, precisamos ajudar estas crianças e seus pais. O que, então, pode ser feito na prática clínica quando uma criança tem estas características?
É muito importante que a criança seja avaliada na sua totalidade, já que a definição de um ou mais diagnósticos é importante, não pelos rótulos ou nomes de cada doença, mas porque através da definição dos diagnósticos e dos sintomas mais proeminentes, podemos definir o melhor e mais efetivo tratamento.
Por exemplo, se uma criança tem TOD puro, sem comorbidades, o tratamento preferencial é terapia comportamental e treinamento de pais. Entretanto, se esta criança também for portadora de TDAH, o tratamento comportamental ou psicoterápico sozinho não vai funcionar, já que um grande estudo sobre o TDAH, o MTA (Multimodal Treatment of Attention Deficit and Hyperactivity Disorder), mostrou que os sintomas centrais do TDAH só melhoram com medicação. Além disso, crianças com TOD costumam apresentar comorbidades como transtornos de ansiedade, depressão e problemas de aprendizagem ou de linguagem. TRATAR O TOD, SEM ABORDAR AS COMORBIDADES, VAI TRAZER RESULTADOS INSATISFATÓRIOS.
Por isto em nossa clínica, a avaliação é abrangente. Reunimos informações dos pais e professores, bem como diretamente com a criança. A coleta ampla de informações vai ajudar o médico a determinar com que freqüência os comportamentos ocorrem e a determinar a forma como estes comportamentos afetam as diferentes áreas da vida da criança. A avaliação também visa definir:
  • Se o comportamento é leve, moderado ou grave
  • Se os conflitos são com os colegas ou figuras de autoridade
  • Se o comportamento pode ser resultado de situações de estresse dentro de casa ou na escola
  • Se criança reage negativamente a todas as figuras de autoridade, ou apenas aos seus pais
  • Se a educação pouco efetiva dos pais pode ser uma das causas do problema
  • Se há outras patologias associadas
  • Se o tratamento vai exigir medicação, treinamento de pais ou ambos
Ferramentas de avaliação, tais como escalas e questionários, podem nos ajudar a medir a gravidade dos comportamentos. Estas ferramentas também podem auxiliar no estabelecimento de um diagnóstico e no acompanhamento do progresso com o tratamento. Testes neurocognitivos são importantes quando há suspeita de alguns transtornos cognitivos, como problemas na linguagem, coordenação motora, transtornos de aprendizado ou déficit de atenção.
Transtorno de Conduta (TC)
O Transtorno de Conduta envolve comportamentos mais graves, incluindo agressão contra pessoas ou animais, destruição de propriedade, mentiras frequentes, roubo, fuga de casa, faltas às aulas e um padrão de comportamento caracterizado por ausência de culpa ou remorso.
Os comportamentos associados ao Transtorno de Conduta  são freqüentemente descritos como “maldosos” ou delinqüência.
As crianças que apresentaram esses comportamentos devem receber uma avaliação abrangente. Crianças e adolescentes com TDAH e TC têm vidas ainda mais complicadas e piores resultados piores do que crianças apenas com TDAH.

TANV

TRANSTORNO DE APRENDIZADO NÃO-VERBAL (TANV)
Transtorno de aprendizagem não-verbal (TANV) é uma síndrome neurológica que consiste em déficits específicos. Ocorre um desenvolvimento normal ou precoce da fala e vocabulário, atenção aos detalhes, aprendizagem normal ou precoce da leitura e escrita. Além disso, estes indivíduos têm boa capacidade de se expressarem verbalmente e uma memória auditiva forte.
Crianças com TANV apresentam quatro grandes categorias de déficits: 

• MOTRICIDADE: falta de coordenação, problemas de equilíbrio e dificuldades nas habilidades grafomotoras, ou seja, na coordenação motora da escrita. 

• HABILIDADES VISUOESPACIAIS: habilidades visuoperceptivas e espaciais deficitárias, por exemplo, dificuldade em lidar com quebra-cabeças, labirintos, mapas, em copiar figuras mais elaboradas e montar objetos. Também apresentam memória visual pobre.

• SOCIAL: Dificuldade em compreender a comunicação não verbal, dificuldade de adaptação às transições e situações novas, déficits no julgamento e interação social.

• SENSORIAL: déficits na percepção sensorial visual, auditiva e tátil.

A matemática é uma área em que crianças com TANV apresentam mais dificuldade.
FIGURA COMPLEXA DE REY
Figura Complexa de Rey - imagem original

Cópia feita por uma criança com Transrotno Não-Verbal do Aprendizado.

REVISTA PSICOPEDAGOGIA

A Revista Psicopedagogia , em sua edição de no.84, editada pela ABPp- Associação Brasileira de Psicopedagogia - agora inteiramente online, pode ser lida, na íntegra, a partir do site da ABPp (www.abpp.com.br), onde também estão disponíveis as Normas de Publicação para que novos artigos sejam encaminhados. 

Transtorno não verbal

Psicopedagogia

Transtorno não Verbal

TANV é um dos problemas que mais têm mobilizado educadores, pois se trata de uma desordem neurológica profunda, crônica, causada por disfunções cerebrais, que provocam déficits significativos

por Maria Irene Maluf



Crianças com transtornos de aprendizagem requerem especial atenção de seus professores durante a maior parte do seu percurso escolar.

Com a implantação da inclusão em nosso sistema de ensino, criou-se a necessidade de preparar (e rapidamente) os professores para atenderem às necessidades educativas especiais de seus alunos, já que uma parcela considerável desses profissionais não possuía (e parte ainda não possui), uma especialização acadêmica ou experiência que lhes ofereça condições para trabalhar com tal leque de desafios.

Entre os transtornos que hoje mais têm mobilizado a atenção dos educadores, está o Transtorno de Aprendizagem Não Verbal, o TANV, uma desordem neurológica profunda, crônica e que resulta em déficits significativos nos domínios cognitivo, social, emocional, psicomotor, espacial, tátil e visual , com grandes repercussões na aprendizagem e características que o tornam peculiarmente complexo no seu diagnóstico e intervenção. Segundo Rourke (1995) e Togenson (1993), esse transtorno atinge 1 em cada 10 crianças com problemas de aprendizagem ou 1% da população geral (Pennington, 1991).

Identificado por volta de 1960 por Jonhson & Myklebust, o TANV recebeu em 1970 de Byron Rourke a denominação atual. Seu reconhecimento tem sido lento devido à baixa incidência entre a população infantil, mas assim como o autismo, esse transtorno vem sendo mais estudado e identificado na atualidade, à medida em que os seus portadores passaram a frequentar as escolas regulares em maior número.

Ao contrário do que sugere seu nome, a compreensão da criança praticamente se restringe às atividades que se baseiam no domínio verbal, ainda que muitas vezes interprete erroneamente o que lhe é dito. Trata-se de uma síndrome na qual coexistem limitações funcionais e seus portadores necessitarão do apoio de uma equipe multidisciplinar para os atender nas suas diversas necessidades, que, inclusive, vão se alterar ao longo de suas etapas de desenvolvimento.

A sociedade tende a valorizar a capacidade mais expressiva de comunicação verbal das crianças, como um sinal de inteligência. Mas, no caso dos portadores de TANV, que nos anos iniciais da escolaridade se mostram precocemente desenvolvidos nesse quesito, tal competência de linguagem, característica do transtorno, deve ser antes compreendida como uma compensação de seus importantes déficits em outras áreas. Por outro lado, se aprendem a ler muito cedo é devido a sua facilidade de descodificação, uma habilidade relacionada ao hemisfério esquerdo do cérebro.

AO CONTRÁRIO DO QUE SUGERE O NOME, A COMPREENSÃO DA CRIANÇA PRATICAMENTE SE RESTRINGE ÀS ATIVIDADES QUE SE BASEIAM NO DOMÍNIO VERBAL, AINDA QUE, MUITAS VEZES, INTERPRETE ERRONEAMENTE O QUE LHE É DITO

Mas, em relação à compreensão da leitura, começam os problemas, já que esta exige uma interação individual com a linguagem escrita que envolve, além da compreensão do vocabulário e da ideia principal contida no texto, a identificação da informação relevante em oposição à irrelevante, assim como outros fatores que tornam essa habilidade mais difícil, especialmente para a criança com TANV, pois a compreensão da leitura é uma atividade do hemisfério direito e do cérebro no seu todo – áreas em que o portador desse transtorno apresenta déficits.

Em relação ao domínio cognitivo, a criança com TANV não demonstra desempenho apropriado à sua idade cronológica, em relação principalmente ao desenvolvimento da função executiva. Frequentemente mostra dificuldade para generalizar informações e, portanto, para aplicar conhecimentos anteriormente aprendidos a novas situações, revelando pouca flexibilidade mental diante de ideias novas. Socialmente, tem reduzida capacidade para interagir diante das normas sociais estabelecidas, assim como a se ajustar a uma nova ordenação.
Trabalhar com crianças e jovens com TANV, exige conhecer alguns princípios básicos:

• A sua aprendizagem exige instrução explícita e prática exaustiva. Vale atentar ao fato de que a linguagem oral bem desenvolvida não garante a capacidade de resolução de problemas e de formação de conceitos abstratos;

• Deve-se ensinar estratégias similares àquelas que seriam empregadas efetivamente em crianças muito mais novas e passo a passo, para lidar com situações problemáticas que ocorrem diariamente;

• Aprimorar as habilidades visioespaciais, visuocontrutivas e analíticas;

• Procurar desenvolver a compreensão do comportamento não verbal alheio;

• Acompanhar a criança em situações pouco estruturadas mesmo em brincadeiras com outras crianças, quando ainda não estiver preparada e procurar trabalhar conjuntamente outros aspectos como, por exemplo, a coordenação motora;

• Permitir e incentivar o uso de suportes adequados a idade como calculadora, relógio digital, computadores, etc.

Ajudar crianças e adolescentes com TANV a reconhecer suas capacidades e habilidades para que aprendam a usar estratégias apropriadas, desenvolvam boa auto-estima e se tornem autônomos é o que se espera da família, da escola e de todos os profissionais que trabalham com seus portadores. Para isso, não basta boa vontade: o conhecimento científico do Transtorno é imprescindível, como aliás o é, em todos os Transtornos de Aprendizagem.

Transtornos de Aprendizagem/Dislexia - Vida & Saúde

Tdah e Dislexia na Globo

Bem Estar: transtornos de aprendizagem (Augusto Buchweitz)

Transtornos de Aprendizagem

Como detectar Transtornos de Aprendizagens?


Em toda sala de aula, há estudantes que aprendem com mais facilidade e outros que têm dificuldade para acompanhar as lições. Ninguém está a salvo de tirar notas baixas vez ou outra. Mas o que fazer quando os problemas são persistentes? Há quem fique anos sem conseguir se adaptar ao ritmo das turmas ou mesmo aprender o básico – ler e escrever. Pais e professores são os primeiros a perceber sinais de que algo não vai bem. Porém, nem sempre conseguem identificar as causas do problema.
Em geral, os docentes não são preparados para perceber o que impede o aprendizado dos alunos, diz Sandra Torresi, professora de neuropsicologia na Universidade de Morón, na Argentina. Ela diz que eles não são obrigados a fazer diagnósticos, até porque isso depende da avaliação de diversos profissionais, como psicopedagogos, fonoaudiólogos, neuropsicólogos, neurologistas, psiquiatras, psicólogos, entre outros. “Mas ainda falta compreensão sobre o processo de aprendizado em si. Muitos professores não conhecem nem o desenvolvimento normal das crianças. E só ensina bem quem sabe como se aprende”, afirma Sandra.
No Brasil e em outros países em desenvolvimento, pesquisadores estimam que de 40% a 42% dos alunos nas séries iniciais tenham dificuldades para aprender. Destes, 4% a 6% têm transtornos de origem neurobiológica.
As dificuldades no aprendizado podem decorrer de falhas no método de ensino e no ambiente escolar. Também podem pesar fatores relacionados à vida familiar e a condições psicológicas da criança.
Nos transtornos ou distúrbios de aprendizagem, há problemas em áreas específicas do cérebro. “Há uma característica de origem genética, neurobiológica. A criança nasce com uma falha de processamento. Não quer diz que não vá aprender, ela vai, só que de uma forma diferente”, diz Sylvia Ciasca, livre-docente em neurologia infantil na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do Laboratório de Dificuldades, Distúrbios de Aprendizagem e Transtornos da Atenção (Disapre) da instituição. Segundo a professora, os distúrbios são mais raros que as dificuldades escolares.
Rosa Maria Junqueira Scicchiato, psicopedagoga e professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), diz que, em sua experiência de atendimento clínico, é mais comum se deparar com problemas do sistema educacional. “Já vi casos de meninos que não sabiam ler e escrever porque nunca ninguém tinha sentado com eles e ensinado. Apenas isso. Não tinham nenhum transtorno. Foi só dar atenção, usar método adequado, e eles aprenderam.” Para ela, salas lotadas e formação de professores deficientes em todo país são os maiores vilões do ensino.
Quais são os principais transtornos
As pesquisas científicas sobre distúrbios de aprendizagem são relativamente recentes – ganharam relevância a partir dos anos 1980. Ainda não existem testes padronizados mundialmente para diagnosticá-los, embora haja referências importantes. Com isso, é difícil encontrar crianças com diagnóstico fechado de outros transtornos além dos mais conhecidos como dislexia e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou sem Hiperatividade (TDA).
A dislexia é um distúrbio específico das operações relacionadas ao reconhecimento das palavras, segundo definição do livro Transtornos da Aprendizagem: Abordagem neurobiológica e multidisciplinar, da neuropediatra brasileira Newra Tellechea Rotta e outros autores (Editora Artmed). Os disléxicos têm dificuldade para identificar as letras com precisão e velocidade e para formar as sílabas. Há diferentes graus de comprometimento e os sintomas variam conforme a idade. Crianças em fase escolar costumam sofrer para adquirir a habilidade de leitura e escrita e, quando conseguem, fazem tudo num ritmo mais lento que os colegas. Para elas, são atividades penosas copiar textos da lousa, escrever redações e fazer provas dissertativas.
Um adulto com dislexia apresenta falhas principalmente no hemisfério esquerdo do cérebro e em regiões parietais – áreas responsáveis pelo processamento da linguagem. Elas acabam sendo menos ativadas do que deveriam no momento da leitura e da escrita. Com tratamento, o disléxico consegue aumentar a ativação das regiões, mas nunca da mesma maneira que uma pessoa sem o transtorno. Sylvia Ciasca, da Unicamp, afirma que o cérebro é capaz de se adaptar e encontrar outras formas de cumprir suas funções.
O TDAH e TDA não são definidos, necessariamente, como transtornos de aprendizagem, mas, por afetar a atenção e concentração – aspectos essenciais para os estudos – geralmente causam dificuldades. Além disso, é comum a coexistência de distúrbios. “De cada 100 crianças com TDAH, 10 a 15 também apresentam outro transtorno de aprendizagem”, diz Luis Augusto Rohde, livre-docente pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e professor de psiquiatria da infância e adolescência na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Segundo ele, há grande diferença entre uma pessoa com algum grau de agitação e uma desatenta e hiperativa. “Passa a ser problema de saúde quando traz prejuízos na vida do indivíduo.” A criança com o transtorno tem sintomas persistentes em diversos ambientes – na escola, com a família e os amigos. Está praticamente todo tempo em movimento e sofre para se focar em apenas uma atividade.
Outros distúrbios – menos diagnosticados, porém cada vez mais estudados – são as discalculias, as disgrafias e o transtorno não verbal.
Um estudante com discalculia é aquele incapaz de aprender matemática. Não se trata de dificuldades pontuais em algumas séries em que a disciplina fica mais exigente, mas da impossibilidade de aprender conceitos básicos. “A criança com o transtorno pensa em outra lógica e não consegue, por exemplo, transformar quantidades em números ou entender que a sequência numérica é da esquerda para a direita”, afirma Ângelo Rezende, neurologista da infância e adolescência e pesquisador da Universidade de São Paulo. Ele conta o caso de uma menina de 9 anos, com quadro grave de discalculia, que decorou os números, mas não tinha entendido o que representavam. Para ela, cada um deles era um personagem diferente em uma história. Estudos com ressonância mostram que, no cérebro das crianças com discalculia, há menor ativação nas regiões pré-frontal e parietal durante as tarefas de cálculo.
As disgrafias são os transtornos relacionados à escrita. São causados por falhas em áreas do cérebro responsáveis pela parte motora fina (lobo frontal). As pessoas com dificuldades nesse campo não conseguem controlar plenamente pequenos músculos em suas mãos. Os problemas da escrita atrapalham a comunicação e exigem muito esforço dos estudantes, que, por vezes, ficam com pouca energia para prestar atenção no conteúdo do texto. “Normalmente, o computador é um grande aliado no tratamento dessas crianças”, afirma Sandra Torresi, da Universidade de Morón.
O transtorno não verbal (Tanv) é um tipo raro de distúrbio e está ligado a procedimentos de estudos. A psiquiatra Gabriela Dias, especialista em saúde mental e desenvolvimento infantil pela Santa Casa do Rio de Janeiro, diz que o Tanv afeta principalmente a coordenação motora, a percepção sensorial e espacial e as habilidades sociais. Alguns dos sintomas são semelhantes aos de crianças com autismo e síndrome de Asperger. Elas costumam ter poucos amigos, fazem interpretação literal de eventos e mantêm conversas fora de contexto. Também têm dificuldades para analisar, organizar e sintetizar as informações.
Todos os especialistas ouvidos por ÉPOCA deixam claro que nenhuma criança com dificuldades de aprender ou distúrbios tem inteligência abaixo do normal. Elas precisam apenas de outras estratégias e, muitas vezes, de atendimento especializado para avançar nos estudos. “Quando não conseguem aprender, as crianças sofrem. E são chamadas de desinteressadas, preguiçosas, burras”, diz Sandra Torresi. “Elas precisam de atenção, métodos de ensino adequados, estímulos positivos e que alguém mostre a elas o que fazem bem, não apenas no que vão mal.”
Texto retirado do site: G1.com

sábado, 2 de abril de 2016

Autismo

Abrace essa ideia, conheça essa síndrome , respeite seu semelhante. Ninguém é igual a ninguém, não são eles quem são diferentes ! A ignorância faz a diferença!


Dia 02 de Abril Dia Mundial de Conscientização do Autismo
Texto by Ericka Vanessa
Você que não sabe o que é Autismo.
Procurei escrever um texto de forma clara e simples para sua compreensão.
Respeite as diferenças!
Como Psicopedagoga quero expressar que Autista não tem cara, ou melhor, criança com a síndrome de Autismo independente do seu grau e comprometimento não tem característica física como a Síndrome de Down. Autista vive no seu mundo e com muito amor quem sabe você consegue interagir no mundo dele, tente. Autismo não vê crença, não escolhe raça, cor, etnia , posição social e nem grupos sociais.
Você precisa saber que:
Autismo é uma disfunção global do desenvolvimento com maior crescimento no mundo
- Estima-se que 67 milhões de indivíduos em todo o Mundo sejam afetados pelo Autismo
- Na maioria dos países o Autismo é mais comum que doenças oncológicas, diabetes e HIV juntos
Autismo deve ser diagnosticado e observado pelos pais o quanto antes possível, sendo muitas vezes descoberto apenas perto dos 36 meses de idade da criança, se seu filho não olha em seus olhos, ao mamar não mantém nenhum contato visual, não fala, tem movimentos repetitivos, muitas vezes a fala apresenta ecolália ( criança repete palavras ou sons), se interessa por objetos giratórios, não apresenta sensibilidade, pois muitas crianças e adultos autistas tem hipersensibilidade, já outros não assim, como alguns não sentem frio, nem querer colocar roupas de frio, não sentem dor.
Outros tem mania de coleção de objetos que gostam,alguns apresentam dificuldade com alimentação, outros não podem comer glúten pois aumenta o grau de agressividade.
Muitos tem audição sensível consegue captar sons á distância, outros não.
Os Autistas levam tudo ao pé da letra, são muito ligadas á imagem, exemplo, as palavras são relacionadas a imagem. Por exemplo: Você é um gato, eu não sou animal.Outro exemplo: Se eu dizer para um autista dependendo da síndrome . Oi meu filho, tudo bem ? Ele vai me responder. Você não é minha mãe. Ou . Eu não sou seu filho.
Isso não é por falta de educação e sim porque associa o conhecimento que tem.
Existem Autistas com grau de inteligencia exemplar tem muitos com dom em matemática, para cálculos, mas não sabem extrair sentimentos em si mesmo, não sabem o que é amor.
Muitos são agressivos, matem suas rotinas, enfileiram objetos, não brincam com colegas, não sabem brincar de esconde esconde, de pega pega.
Não existe exame especifico para diagnosticar a síndrome, diagnóstico é clínico,feito através de observação direta do comportamento e de uma entrevista com os pais ou responsáveis.
Cabe a um psiquiatra ou neurologista infantil a tarefa de identificar o autismo com base em avaliações clínicas. É necessário uma série de informações para diagnóstico. Nos EUA estudos e pesquisas tentam identificar o Autismo através de DNA.
Agora que aprendeu um pouquinho respeite o espaço do outro.
Ainda temos muito o que falar ...................


BEIJINHO DA LILLY

quarta-feira, 30 de março de 2016

# Vista Azul nos dias 01 ou 02 de Abril Campanha Autismo. Eu não tenho preconceito ! 
Eu apoio.

O Autismo não tem cara .O Autismo tem CORAÇÃO!






Deixe seu recado !

Texto Informativo by Ericka Vanessa

Você que não sabe o que é Autismo



Procurei escrever um texto de forma clara e simples para sua compreensão.
Respeite as diferenças!
Como Psicopedagoga quero expressar que Autista não tem cara, ou melhor, criança com síndrome de Autismo independente do seu grau e comprometimento não tem característica física como a Síndrome de Down. Autista vive no seu mundo e com muito amor quem sabe você consegue interagir no mundo dele, tente. Autismo não vê crença, não escolhe raça, cor, etnia , posição social e nem grupos sociais.
Você precisa saber que:
Autismo é uma disfunção global do desenvolvimento com maior crescimento no mundo
- Estima-se que 67 milhões de indivíduos em todo o Mundo sejam afetados pelo Autismo
- Na maioria dos países o Autismo é mais comum que doenças oncológicas, diabetes e HIV juntos
Autismo deve ser diagnosticado e observado pelos pais o quanto antes possível, sendo muitas vezes descoberto apenas perto dos 36 meses de idade da criança, se seu filho não olha em seus olhos, ao mamar não mantém nenhum contato visual, não fala, tem movimentos repetitivos, muitas vezes a fala apresenta ecolália ( criança repete palavras ou sons), se interessa por objetos giratórios, não apresenta sensibilidade, pois muitas crianças e adultos autistas tem hipersensibilidade, já outros não assim, como alguns não sentem frio, nem querer colocar roupas de frio, não sentem dor.
Outros tem mania de coleção de objetos que gostam,alguns apresentam dificuldade com alimentação, outros não podem comer glúten pois aumenta o grau de agressividade.
Muitos tem audição sensível consegue captar sons á distância, outros não.
Os Autistas levam tudo ao pé da letra, são muito ligadas á imagem, exemplo, as palavras são relacionadas a imagem. Por exemplo: Você é um gato, eu não sou animal.Outro exemplo: Se eu dizer para um autista dependendo da síndrome . Oi meu filho, tudo bem ? Ele vai me responder. Você não é minha mãe. Ou . Eu não sou seu filho.
Isso não é por falta de educação e sim porque associa o conhecimento que tem.
Existem Autistas com grau de inteligencia exemplar tem muitos com dom em matemática, para cálculos, mas não sabem extrair sentimentos em si mesmo, não sabem o que é amor.
Muitos são agressivos, matem suas rotinas, enfileiram objetos, não brincam com colegas, não sabem brincar de esconde esconde, de pega pega.
Não existe exame especifico para diagnosticar a síndrome, diagnóstico é clínico,feito através de observação direta do comportamento e de uma entrevista com os pais ou responsáveis.
Cabe a um psiquiatra ou neurologista infantil a tarefa de identificar o autismo com base em avaliações clínicas. É necessário uma série de informações para diagnóstico. Nos EUA estudos e pesquisas tentam identificar o Autismo através de DNA.
Agora que aprendeu um pouquinho respeite o espaço do outro.
Ainda temos muito o que falar ...................

by Ericka Vanessa

Dúvidas, críticas, sugestões e esclarecimentos : erickavanessa@ig.com.br



Gente, o autismo não tem cara, mas tem cor. Faça a sua ‪#‎selfazul‬ e ajude a divulgar essa causa. Dia 2 de abril: Dia Mundial de Conscientização do Autismo.


Como Diagnosticar Autismo Precocemente

Autismo é um transtorno do desenvolvimento com uma ampla gama de sintomas. Muitos deles aparecem através de dificuldades de comunicação e linguagem. Pode ser desafiador diagnosticar autismo precocemente, mas há certos sintomas a serem procurados. Em particular, existem aqueles que você deve observar em casa e certas ferramentas de diagnóstico que seu médico pode usar para determinar se seu filho é autista, ou não. Vá até o primeiro passo abaixo para obter maiores informações.
Método 1 de 2: Avalie Seu Filho em Casa
Saiba quando os sintomas começam a aparecer. Alguns sinais podem começar a surgir entre 6 e 12 meses. Especialistas tendem a esperar para dar um diagnóstico definitivo até os 18 meses aproximadamente. Isso se deve aos padrões dos sintomas do autismo durante o processo inicial do desenvolvimento. Alguns deles podem desaparecer e retornar novamente.
O surgimento e desaparecimento dos sintomas pode ocorrer até aproximadamente os 24 meses. Esses sintomas devem ser levados a sério, mas algumas crianças apresentam atraso e podem desenvolvê-los quando já com 24 meses de idade.
2 Reconheça os sintomas do autismo. A lista a seguir descreve alguns sinais que podem indicar autismo em crianças entre 12 e 24 meses de idade. Lembre-se, caso esteja em dúvida, visite seu médico local. Ele será capaz de indicar o especialista adequado. Tome nota caso seu filho: :
Não olhe as pessoas nos olhos.
Durma em posições estranhas.
Seja muito sensível a certos estímulos sensórios.
Fale, ou balbucie em um tom não usual, isso pode se manifestar através de murmúrios fora do comum.
Carregue itens específicos por longos períodos de tempo.
Faça movimentos bizarros com seu corpo, ou mãos.
Brinque com os brinquedos de maneira anormal.
Aparentar estar apático, ou desinteressado.
For difícil de ser acalmado, não gostando de ser abraçado.
Apresente sinais de ser extreme nervosismo.
3 Procure sintomas que normalmente se desenvolvem em idades específicas. Alguns sintomas apenas se apresentam quando seu filho alcança certa idade. Caso esteja preocupado se ele pode ser autista, procure identificar os sintomas listados no passo anterior e tenha as seguintes referências de idade para tais manifestações: :
Antes dos 6 meses: Nenhum sorriso expressivo, ou outra manifestação calorosa de alegria.
Antes dos 9 meses: Nenhum compartilhamento mútuo de sons, sorrisos, ou outras expressões faciais.
Antes dos 12 meses: Ausência de respostas quando chamado pelo nome, nenhum movimento, indicação, ou resposta a seus próprios gestos.
Antes dos 16 meses: Nenhuma palavra pronunciada.
Antes dos 24 meses: Nenhuma frase, ou duas, ou mais palavras que tenham algum significado. Isso não inclui imitação.
4 Avalie as habilidades motoras do seu filho. As habilidades motoras finas são uma área com qual também se deve estar atento. Fale com a professora do seu filho se ele já estiver na escola para saber se ela percebeu algum problema que seu filho possa ter em relação às suas habilidades motoras.
Exemplos de problemas com as habilidades motoras incluem ser incapaz de colorir corretamente, ou apresentar dificuldades ao cortar papel com uma tesoura.
5 Confie em seus instintos, mas tenha e mente que esses sintomas não significam, necessariamente, que seu filho tem autismo. Você o conhece melhor do qualquer outra pessoa no mundo, o que significa que está mais apto a perceber mudanças, do que um médico estaria. Caso tenha uma sensação interna de que algo está fora do comum, não fará mal visitar um especialista, ou psicólogo.
Caso tenha algumas preocupações, fale com um médico especialista em autismo, ao invés de um médico comum com o qual costuma se consultar.
Método 2 de 2: Busque um Diagnóstico Médico
1 Programe consultas regulares de check-up para o seu filho. A partir do seu nascimento, é uma boa ideia manter um monitoramento regular de seu filho até os três anos de idade. Isso permitirá acompanhar suas etapas de desenvolvimento, certificando-se de que seu filho está seguindo um padrão normal.
2 Entre em contato com seu médico caso tenha identificado alguns sintomas de autismo. Caso tenha percebido sinais como aqueles listados anteriormente, marque uma consulta com um médico que lide especificamente com questões ligadas ao desenvolvimento infantil. Faça isso logo que localize os sintomas, porque intervenções precoces podem aumentar em muito as habilidades de seu filho em interagir com as outras pessoas.
Pesquisas têm demonstrado que intervenções precoces, podem melhorar o desenvolvimento da criança como um todo. Tem sido demonstrado que o tratamento e a educação precoces, permitem às crianças autistas adquirirem habilidades sociais.
3 Esteja ciente de que o processo de diagnóstico pode levar tempo. O diagnóstico de uma criança não será feito do dia para a noite, pois infelizmente não existe um teste médico específico que forneça uma resposta definitiva. Múltiplas avaliações serão feitas e fornecerão um diagnóstico mais preciso.
Os passos 4 e 7 cobrem alguns dos diferentes testes que seu médico vai querer realizar para determinar se seu filho é autista, ou não.
4 Esteja preparado para uma entrevista familiar. Uma entrevista familiar é quando seu médico lhe faz algumas perguntas sobre questões básicas sobre seu filho, assim como a respeito dos sintomas que percebeu. Ele também lhe fará perguntas sobre o histórico médico e mental de sua família. Em particular, fale com seu médico sobre:
Quais sintomas você percebeu.
Quando começou a notar esses sintomas.
O quão graves eles são.
5 Saiba que seu filho terá que fazer alguns exames médicos. Seu médico examinará seu filho da mesma forma que ele seria examinado durante uma consulta médica normal. Entre as prioridades dos testes físicos que o médico irá fazer, estão:
Um exame neurológico.
Um teste genético.
Outros exames laboratoriais.
6 Programe uma exame auditivo e monitore seu filho. Caso seu filho tenha problemas auditivos, isso pode afetar em muito suas habilidades sociais e de linguagem. Caso exista uma deficiência auditiva, você pode não lidando com o autismo no final das contas, pois tais problemas de audição podem manifestar sintomas similares aqueles existentes em crianças autistas.
7 Saiba que seu medico possivelmente solicitará um período de observação. Seu filho será observado de vários modos e em diferentes ambientes. O médico observará sinais de comportamento anormal e como seu filho interage com as pessoas à sua volta.
Por exemplo, um período de observação pode envolver seu médico monitorando como seu filho brinca com um brinquedo específico dado a ele.
8 Saiba que se seu filho apresentar sintomas mais graves, o médico pode realizar mais testes. Dependendo dos resultados dos testes mencionados nos passos anteriores, o médico pode decidir realizar mais alguns testes. Entre eles estão incluídos.
Avaliações cognitivas: Essas podem ser feitas na forma de testes de inteligências, ou algum tipo de avaliação cognitiva.
Avaliações de articulação da fala: Um especialista focará na fala do seu filho e como ele se comunica. Ele procurará por sintomas diretamente relacionados ao autismo. Que podem ser tons estranhos na fala, ou falta de resposta a estímulos verbais.
Avaliações sobre adaptação: Elas irão testar as habilidades de seu filho em resolver problemas em situações da vida real. As avaliações podem ser feitas sobre suas capacidades de se alimentar sozinho, ou simplesmente testar suas habilidades verbais.
Tarefas sensório-motoras: Um fisioterapeuta observará as habilidades motoras e as sensório-processuais.